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Atualizado às: 09 de janeiro, 2008 - 17h29 GMT (15h29 Brasília)
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Democratas tradicionais garantiram vitória de Hillary

Hillary Clinton comemora vitória em New Hampshire
Pesquisas previam a derrota de Hillary em New Hampshire
As pesquisas de boca-de-urna afirmam que a vitória da senadora Hillary Clinton nas primárias de New Hampshire, na terça-feira, foi resultado da mobilização e comparecimento às urnas dos membros mais tradicionais da coalizão democrata.

Depois da vitória, muitos analistas apontaram que o sucesso de Hillary nas urnas devia-se ao apelo emocional provocado por um discurso da senadora, que quase chorou nos últimos dias da campanha na região.

No entanto, de acordo com as sondagens, foram os eleitores que já haviam definido seus votos nos primeiros estágios da campanha que apontavam uma tendência favorável a Hillary Clinton.

Além disso, grande parte dos seus eleitores está entre os mais preocupados com a economia do país, apontam as pesquisas.

Uma pesquisa realizada pela rede de notícias norte-americana CNN indica que as mulheres foram mais favoráveis à ex-primeira-dama. Segundo os dados, 46% das mulheres votaram em Clinton, em comparação com apenas 34% que apoiaram o rival, Barack Obama.

Obama, no entanto, foi o favorito entre os homens, com 40% dos votos masculinos, contra apenas 29% de eleitores que votaram em Hillary.

A mesma pesquisa aponta ainda que as mulheres foram responsáveis por 57% de todos os votos para o Partido Democrata.

Democratas tradicionais

A campanha de Hillary Clinton estava forte entre todos os grupos de democratas tradicionais.

Sua vantagem entre os democratas assumidos era de 45%, contra 34% para Obama. No entanto, o rival era o favorito entre 41% dos democratas denominados "independentes". Neste grupo, Clinton teve apenas 31% de apoio.

A senadora também teve vantagem de nove pontos percentuais (40%x31%) entre os eleitores que tinham algum parente filiado ao partido.

As pesquisas apontam ainda que foram os menos favorecidos que votaram em Hillary Clinton.

A senadora conquistou 47% dos votos em famílias cuja renda era inferior a 25 mil libras (R$86,5 mil), contra 32% de Obama. A liderança também aparece entre os eleitores sem diploma universitário, 43% apoiaram Clinton e 35% preferiram Barack.

Os eleitores de Obama constituem um grupo bem diferente: ele teve vantagem entre os jovens, universitários, profissionais bem-formados e bem-sucedidos e eleitores que estavam votando pela primeira vez.

Apesar disso, o grupo não foi grande o suficiente para garantir a vitória de Obama nas primárias.

Questões econômicas

A economia foi uma questão central entre os democratas de New Hampshire, com 38% dos partidários citando a situação econômica do país como o assunto mais importante das eleições.

Outras questões citadas pelos eleitores democratas foram a guerra do Iraque, com 31%, e o sistema de saúde, com 27%.

Entre os eleitores que citaram a economia como um ponto chave das eleições, 44% optaram por Clinton e 35% votaram em Obama.

Hillary Clinton também teve liderança entre aqueles que afirmam estarem ficando para trás economicamente, e entre os que acreditam que a economia do país está passando por uma crise.

A região de New Hampshire não foi afetada pela redução na produção na área oeste do país ou pela crise do mercado de hipotecas de alto risco que se espalhou pela região conhecida como Cinturão do Sol, no sul e sudeste do país.

No entanto, os resultados deixaram claro que os eleitores se sentem estressados com a economia e que os preços altos da energia estão incomodando a vida dos moradores da região.

Nos invernos rigorosos de New Hampshire, os moradores sentiram o aumento de 50% no preço do óleo usado para aquecimento e os preços altos do petróleo causaram impacto entre aqueles que precisam viajar longas distâncias para chegar ao metrô de Boston.

Lições da vitória

O apelo da campanha eleitoral de Hillary Clinton deve garantir estabilidade para a senadora no restante das eleições primárias.

Os eleitores independentes não podem votar na maioria dos Estados. Portanto, a disputa deve ser entre os eleitores democratas tradicionais.

A habilidade de sua campanha para não apenas apelar, mas levar os democratas às urnas, vai ser particularmente importante na fase nas primárias, onde normalmente apenas uma pequena porcentagem dos eleitores comparece às urnas.

A falta de simpatia entre aqueles considerados independentes pode se tornar um problema maior para Clinton caso ela se torne a candidata do Partido Democrata nas eleições, em novembro.

Mas se a tendência à recessão na economia dos Estados Unidos permanecer, daí a habilidade de Clinton em reavivar a coalizão tradicional dos democratas pode ajudar a suavizar o seu caminho até a Casa Branca.

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