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McCain aposta em New Hampshire para revigorar campanha | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O senador John McCain, do Estado do Arizona, dá sinais de que está em vias de repetir o feito de oito anos atrás, quando superou ninguém menos que George W. Bush e venceu as primárias do Partido Republicano no Estado de New Hampshire. Pesquisas de opinião indicam que o veterano político de 71 anos está à frente de seu principal opositor, o ex-governador Mitt Romney, na disputa pela indicação como candidato republicano à Presidência dos Estados Unidos. Há poucos meses, a candidatura de McCain parecia com os dias contados. Alguns de seus principais assessores haviam pedido demissão, havia pouco dinheiro em caixa e o senador sofrera um sério desgaste graças ao seu forte apoio à guerra do Iraque - conflito que desfrutava de pouca popularidade junto à opinião pública americana. Agora, com a redução de ataques contra soldados americanos no Iraque e a percepção por parte de setores da opinião pública de que os Estados Unidos estão começando a acertar o prumo no Golfo, McCain pode argumentar que o tempo provou que ele tinha razão, como ele afirmou em um comício realizado na cidade de Manchester, na segunda-feira. "Nós estamos vencendo esta guerra", disse McCain. Mas para não parecer que assina embaixo tudo o que o governo Bush fez no Iraque, o senador acrescentou uma ressalva. "Meus amigos, eu me orgulho de afirmar aqui, diante de vocês, que eu me opus à estratégia de Rumsfeld", afirmou, em referência à política do ex-secretário de Defesa Donald Rumsfeld. Coerência A coerência é uma das armas que o senador vem usando contra o rival Romney. Enquanto se gaba de sempre defender o que acredita, independementemente de seus pontos de vista serem ou não populares, McCain acusa seu principal opositor de mudar de opinião de acordo com a conveniência do momento. Quando foi governador do Estado de Massachusetts, Romney tinha uma postura de tolerância em relação a temas como aborto e casamento gay e defendia restrições ao controle de armas. Atualmente, ele parece ter revisto sua posição em relação a todos esses tópicos. Romney, que assumiu o governo de Massachusetts em 2003, quando o Estado contava com déficit de quase US$ 3 bilhões, entregou seu cargo em 2007 com um superávit de US$ 700 milhões. Ele também ganhou fama como bom administrador graças ao seu envolvimento em eventos como a Olimpíada de Inverno de Salt Lake City. Romney tem feito críticas a McCain porque o senador não apoiou um programa de corte de impostos defendido pelo presidente George W. Bush e vem centrando ataques na política de imigração do senador, que, segundo ele, seria tolerante em relação à imigração ilegal. Política internacional McCain tem se apresentado como o mais experiente entre os republicanos em termos de política internacional e o mais capaz de conduzir os Estados Unidos em um momento em que o país enfrenta a ameaça do terrorismo internacional. "Estou concorrendo à Presidência porque quero resgatar a confiança no governo", afirmou McCain no evento de Manchester. "Quero assumir o desafio transcendente do século 21. E isso é a propagação do extremismo islâmico radical." O senador acrescentou ainda que vai capturar o líder da rede Al-Qaeda, Osama Bin Laden, "nem que tenha que persegui-lo até os portões do inferno". O rival Mitt Romney tem repetido também que o senador, que há 24 anos serve no Congresso americano, seria uma cria de Washington, ao passo que ele, Romney, não se deixou contagiar pelas maquinações presentes na capital americana. McCain também procura se distanciar do que interpreta como práticas de má gestão pública que vigoram em Washington. Quando concorreu à Presidência pela primeira vez, em 2000, o senador defendeu novas regras para o financiamento de campanhas políticas e condenou a influência de lobistas junto a congressistas e ao governo. Atualmente, ele vem procurando enfatizar que sua postura em relação a esses tópicos pouco difere da anterior. "É preciso resgatar a confiança dos americanos no governo. E a maneira de fazer isso é acabar com a gastança e pôr fim à corrupção em Washington DC. Meus amigos, eu farei isso." A fim de frisar o seu estilo sem papas na língua, McCain centra fogo até mesmo em seu próprio partido. "Meus amigos, nós republicanos chegamos ao poder em 1994 para mudar o governo, e foi o governo que acabou nos mudando." |
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