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Atualizado às: 08 de janeiro, 2008 - 11h39 GMT (09h39 Brasília)
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Hillary aposta no discurso da mudança para vencer em prévia

Hillary Clinton
Hillary está em desvantagem nas pesquisas
Desde a derrota na prévia de Iowa, na semana passada, a senadora Hillary Clinton tem tentado responder ao mote da campanha de seu principal adversário na disputa democrata, o senador Barack Obama, para buscar apoio e conseguir a indicação do partido como candidata à Casa Branca.

Obama costuma dizer que é o candidato da mudança e argumenta que Hillary é a candidata da continuidade. No Estado de New Hampshire, cenário da primária desta terça-feira, os correligionários da senadora carregavam cartazes com os dizeres "Pronta para a Mudança".

"Estou concorrendo à Presidência porque acredito que não existe um contraste entre experiência e mudança", afirmou Hillary. "Não entendo quando foi que ser experiente se tornou um ponto negativo."

A canção que antecedeu a entrada no palco de Hillary em um comício em uma escola da cidade de Salem pareceu perfeita para a ocasião, a música Every Little Thing She Does is Magic (Tudo que ela faz é mágico), do grupo The Police.

Muitos acreditam que só mesmo um passe de mágica fará com que a senadora escape de uma derrota na primária desta terça-feira. Segundo pesquisas, o rival Obama estaria com uma vantagem de mais de dez pontos.

A derrocada da mulher do ex-presidente Bill Clinton teve início na semana passada, quando a senadora amargou uma derrota para Obama na prévia de Iowa e ficou em terceiro lugar na disputa.

Passado

Hillary tem procurado reagir às insinuações de Obama e do outro rival democrata na disputa, o senador John Edwards, de que o fato de ela já transitar pelo poder há alguns anos faz dela a representante do status quo na corrida eleitoral democrata.

"Quem será o candidato mais capaz de nos conduzir à vitória? De agüentar a campanha negativa dos republicanos?", indagou, acrescentando já ter enfrentado com êxito duras campanhas promovidas por seus adversários.

Hillary destacou seus conhecimentos em áreas como seguro saúde, imigração e, particularmente, política internacional.

"Eu conhecia Benazir Bhutto há 12 anos, estive em contato com ela e a admirava como líder", disse, em referência à ex-primeira-ministra do Paquistão, morta em um atentado em 27 de dezembro.

"Eu já estive em mais de 80 países e participei de processos como o de libertação de reféns", acrescentou.

Em relação ao processo de paz na Irlanda do Norte, a senadora afirmou ter ido, inclusive, mais vezes ao país do que seu marido, o ex-presidente Bill Clinton.

Em sua administração, afirmou Hillary, o ex-presidente americano terá um papel de conselheiro e de embaixador da boa vontade dos Estados Unidos.

Inconsistência

Ao responder a uma pergunta de um membro da platéia, que se disse triste com os resultados de Iowa, a senadora também fez referências à suposta inconsistência do discurso de Obama.

"O senador afirma que o histórico de um candidato importa. E eu concordo." E acrescentou que tanto ele como Edwards padecem de uma disparidade entre a retórica e suas ações.

"No debate (de TV) do sábado, pudemos comparar e ver os contrastes entre os candidatos", disse. "Quando indagado qual foi seu maior feito no Senado, o senador Edwards disse que foi um programa de defesa de pacientes médicos. Mas só que eu sei que o programa nunca foi aprovado. Mas ele tenta iludir vocês."

''O senador Obama condena a ação de lobistas na política, mas a sua campanha em New Hampshire está sendo conduzida por uma lobista da indústria farmacêutica", acrescentou.

"Ele disse que votaria contra o Patriot Act (o dispositivo jurídico que dá ao atual governo carta branca para suspender parcialmente os direitos individuais dos cidadãos americanos)."

"Ele disse que votaria contra o financiamento da guerra do Iraque, mas votou por dar US$300 bilhões para a guerra", completou.

Emoções

Constantemente acusada de ser fria, calculista e pouco espontânea, Hillary chegou a chorar quando falou, durante um evento na manhã de segunda, sobre como é dura a rotina de uma campanha presidencial.

No comício da noite, a senadora já não estava tão emotiva e demonstrou bom humor e jogo de cintura quando duas pessoas da platéia interromperam seu discurso e ergueram cartazes com a mensagem "Passe a minha camisa".

"Oh, os remanescentes do sexismo estão vivos e ativos", comentou, despertando aplausos de pé da platéia.

Em seguida, abriu um largo sorriso e acrescentou: "Uma campanha é sempre interessante. O que eu amo é que nada é previsível", um comentário que parece cair como uma luva para as atuais dificuldades enfrentadas por sua candidatura.

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