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Mantega diz que só 'mexe' com novo tributo em 2008 | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse nesta terça-feira em Montevidéu, no Uruguai, que as medidas para compensar a arrecadação com o fim da CPMF só serão anunciadas depois que estiverem "amadurecidas". "Isso tudo vai ser analisado com calma, e só no ano que vem vamos mexer com essa questão de algum outro tributo", disse Mantega. Mais cedo, o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, afirmou que a PEC (Proposta de Emenda Constitucional) só será usada para a reforma tributária e não prevê qualquer tipo de substituição à cobrança da CPMF. Mas Mantega preferiu não comentar o assunto. Os dois ministros se reúnem nesta quarta-feira com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em Brasília para a apresentação das medidas que poderão ser adotadas no lugar da CPMF. A previsão é de que a reunião conte com a participação da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Roussef, e do articulador político do Palácio do Planalto, o ministro de Relações Institucionais, José Múcio. IOF Em Montevidéu, Mantega descartou a possibilidade de mudança na cobrança do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras). "O ministro Palocci (ex-ministro Antonio Palocci) fez por decreto com o presidente o IOF, no ano de 2004", disse Mantega. "E o ministro da Fazenda não pode então fazer modificação do imposto." O presidente Lula e os ministros da Fazenda, do Planejamento e das Relações Exteriores, Celso Amorim, embarcaram nesta terça-feira de volta a Brasília. Eles participaram da 34ª Reunião de Cúpula do Mercosul na capital uruguaia. Antes de partir, Lula também assinou um protocolo que prevê a instalação de um novo escritório do Banco do Brasil em Montevidéu, além de uma representação do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) na cidade. O presidente do BNDES, Luciano Coutinho, disse que será a primeira filial da instituição fora do Brasil e que o objetivo é apoiar projetos de empresas brasileiras ou de parcerias com empresas brasileiras nos países da região. Segundo Coutinho, o BNDES tem um estoque de US$ 10 bilhões que inclui projetos de energia e de produção para os países da América do Sul. Deste total, US$ 4,5 bilhões serão para projetos na Argentina. |
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