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Atualizado às: 17 de dezembro, 2007 - 10h30 GMT (08h30 Brasília)
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Cúpula do Mercosul deve aprovar acordo com Israel

Lula com seu assessor internacional, Marco Aurélio Garcia,, em encontro do Mercosul em Assunção
A reunião vai tratar de assuntos como a integração e tributação
Começa nesta segunda-feira, em Montevidéu, no Uruguai, a 24ª Reunião do Mercosul, que prevê a assinatura de um acordo de livre comércio com Israel e negociações entre líderes do bloco sobre tributação e integração.

Se concretizado, o TLC (Tratado de Livre Comércio) com Israel será o primeiro acordo do bloco com um país fora da América Latina. O acordo prevê a compra de alimentos da região por parte de Israel, que possui pouco mais de seis milhões de habitantes, e prevê o acesso dos países do bloco à produção tecnológica israelense.

Segundo um assessor do Ministério das Relações Exteriores da Argentina, há “99% de certeza que o acordo será assinado durante a reunião”.

Mas, ainda existem diferenças sobre a liberação do comércio de alguns produtos e o prazo para o fim da cobrança total de tarifas, assuntos que devem ser discutidos nas reuniões desta segunda-feira entre ministros e assessores do bloco.

Integração

Ao desembarcar na capital uruguaia, na noite deste domingo, o ministro brasileiro da Fazenda, Guido Mantega, limitou-se a afirmar que a reunião do Mercosul avançará em entendimentos na área tributária.

“Como existe na União Européia, vamos caminhando para eliminar a bitributação, com a divisão da arrecadação (total de impostos de exportação e importação no bloco)”, disse o ministro.

“A medida vai beneficiar os países menores e menos desenvolvidos do Mercosul (Paraguai e Uruguai). Será criado um fundo conjunto para receber (os impostos) e distribuí-los”, afirmou.

Mantega acrescentou que o fim do uso do dólar nas transações comerciais entre Brasil e Argentina tende a ser estendido para os demais países do bloco – Paraguai e Uruguai.

Os governos e analistas destes dois países costumam reclamar da falta de compensações por esta integração.

“Nós estamos muito sozinhos. Estamos distante da Argentina e do Brasil. Brasil nos ignora olimpicamente. Aliás ignora o continente”, criticou a analista uruguaia Lilia Ferro, em entrevista ao jornal El Pais, de Montevidéu.

Disputa

A reunião ocorre num momento de disputas bilaterais entre Argentina e Uruguai pela construção de uma fábrica de pasta de celulose – Botnia.

A Argentina também acompanha com atenção outro caso, a investigação sobre a mala com quase US$ 800 mil, que chegou a Buenos Aires durante a campanha eleitoral argentina, em agosto passado.

Na semana passada, a Justiça americana prendeu quatro envolvidos no episódio – três venezuelanos e um uruguaio.

Esta será a primeira reunião em que a argentina Cristina Fernández de Kirchner participa como presidente. Ela receberá a presidência do Mercosul para os próximos seis meses.

A previsão é de que o presidente Lula chegue nesta segunda-feira a Montevidéu, vindo de La Paz, na Bolívia. Ele retorna na terça-feira ao Brasil.

O presidente da Venezuela Hugo Chávez também confirmou sua presença na reunião do bloco à imprensa uruguaia.

'El Clarín'
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