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Senado barra imposto-chave para planos sociais de Lula, diz 'Clarín' | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Reportagem publicada nesta sexta-feira pelo jornal argentino Clarín diz que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva teve sua primeira derrota séria na madrugada do dia anterior, quando o Senado rejeitou a prorrogação da CPMF, “um imposto-chave para os planos sociais” do presidente. “São quase US$ 24 bilhões que deixarão de entrar nos cofres públicos a partir do próximo ano”, relata o jornal. A reportagem comenta que “apesar de a oposição ter festejado em princípio, com o passar das horas os analistas concordavam: ‘Foi uma vitória pírrica’”. “É que a medida obrigará o reforço da austeridade fiscal não só do governo federal, mas também de dois grandes Estados brasileiros, São Paulo e Minas Gerais, governados respectivamente por José Serra e Aécio Neves. Ambos são candidatos a suceder Lula daqui a 3 anos”, explica o jornal. O Clarín observa ainda que “a taxa foi criada pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso”, que foi, entretanto, “quem mais combateu a prorrogação do imposto por outros quatro anos”. Maior derrota de Lula O diário espanhol El País, em sua versão online, diz que a derrota na votação do imposto sobre transações financeiras foi “a maior derrota política de Lula desde que assumiu a Presidência, em 2003”. A reportagem comenta que “o governo Lula, apoiado por 13 partidos, tinha os votos suficientes para derrotar a oposição e aprovar a prorrogação, mas sete dos senadores da base do governo se uniram à oposição e se mantiveram irredutíveis, apesar das mil promessas e ofertas de todo tipo que choveram sobre eles”. “Lula fez de tudo para salvar a continuidade da CPMF. Mobilizou todo o governo, pressionou aos governadores dos partidos de oposição para que pressionassem os senadores. Inclusive chegou a pedir ajuda à própria oposição”, relata o texto. A reportagem conclui dizendo que “para os analistas, o mais positivo da derrota de Lula no Congresso é que se demonstrou que a oposição, que parecia esmagada pela alta popularidade do presidente, se revelou mais forte do que parecia, inclusive capaz de vencer batalhas”. Queda na confiança O diário britânico Financial Times também voltou a comentar a derrota de Lula em sua versão online, dizendo que ela “tornará mais difícil ao governo atingir suas metas fiscais e deve provocar uma queda na confiança dos investidores”. A reportagem comenta que o fim da CPMF provocou uma forte queda na Bovespa e no valor do real, mas diz que “o verdadeiro significado da derrota é que expõe sérias falhas no manejo político do governo”. Segundo o FT, “o governo agora precisa encontrar maneiras de se manter sem a CPMF”. “Ele deve aumentar outros impostos, reduzir gastos com folha de pagamento e investimentos e reduzir seu superávit primário, apesar de não abaixo de sua meta de 3,8% do Produto Interno Bruto”, diz a reportagem. |
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