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Atualizado às: 05 de dezembro, 2007 - 09h45 GMT (07h45 Brasília)
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Saída de Renan pode facilitar aprovação da CPMF, diz jornal
Jornais
A saída do senador Renan Calheiros (PMDB-AL) da Presidência do Senado "pode favorecer as negociações para a aprovação" da prorrogação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), de acordo com a edição desta quarta-feira do jornal argentino Clarín.

"O afastamento de Calheiros ocorre no momento em que o governo busca a aprovação da renovação da 'lei do cheque' com a qual arrecada o equivalente a mais de US$ 20 bilhões de dólares por ano", disse o periódico sobre a medida, que pode ser votada nos próximos dias.

O imposto financia grande parte dos programas sociais do governo.

O Clarín informa seus leitores que este é "um imposto similar a um recolhido na Argentina, mas arrecada mais por ser uma taxa maior e porque o (imposto) brasileiro é um mercado maior e com mais bancos do que o argentino".

Outro jornal argentino, o Página 12, diz que "a renúncia de Calheiros deverá acalmar os ânimos no Senado e levar à aceitação da prorrogação da CPMF", lembrando que o senador "havia sido crucial para a formação da coalizão de governo há um ano".

'Pressão de Lula'

El País, da Espanha, diz em artigo que o senador brasileiro só acabou abrindo mão do cargo "por pressões do presidente Lula, que não vê com bons olhos o desgaste que está sofrendo no Senado pelo caso e porque Calheiros perdeu sua reputação, acuado pelos processos abertos contra ele".

Entre as acusações feitas contra Calheiros estão a de pagar despesas pessoais com dinheiro de um lobista e a compra irregular de duas emissoras de rádio em seu estado natal, Alagoas.

Na votação sobre se o senador havia quebrado a ética parlamentar, políticos contrários a Calheiros "insistiram que não se pode condenar ninguém só por indícios, por mais evidentes que possam parecer", diz o El País.

"Os partidários da condenação de Calheiros insistiram que o que estava em jogo era a credibilidade do Senado perante a opinião pública, que se rebela contra o jogo interno da política, indignada com os graves casos de corrupção que pairam sobre o Congresso e sobretudo com a impunidade de seus autores, que acabam sendo absolvidos em nome de uma suposta defesa do prestígio da classe política", afirma o artigo do El País.

O ex-presidente do Senado Renan Calheiros foi absolvido da acusação de quebra de decoro parlamentar plenário da Casa por 48 votos a 29, e 3 abstenções, na terça-feira.

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