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Chávez diz que oposição teve 'vitória de m....' | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, subiu o tom nesta quarta-feira ao desqualificar a vitória da oposição no referendo de domingo e dizer que seus adversários tiveram "uma vitória de merda" ao derrotar o projeto de reforma constitucional do governo. Ao final de uma entrevista coletiva do alto comando militar, Chávez apareceu repentinamente, vestido de verde-oliva, e criticou a vitória da oposição. "Já estão enchendo de merda. É uma vitória de merda e a nossa, chamem de derrota, mas é de coragem, de dignidade", afirmou Chávez, cercado de militares que gritaram a palavra de ordem que agora caracteriza os discursos do presidente: "Pátria, socialismo ou morte". "Não perdemos nada. Não acreditem nossos adversários que estamos chorando", acrescentou. "Haverá que dizer-lhes, sobretudo ao império norte-americano, que estamos mais fortes do que nunca e seguiremos em frente, construindo o socialismo", completou Chávez, visivelmente irritado. "Empate técnico" Chávez disse que, se tivessem terminado de contar todos os votos, o resultado seria "um empate técnico" ou uma "vitória" para a sua proposta. No referendo, 50,7% dos eleitores votaram a favor do "não" à reforma, contra 49,29% que optaram pelo "sim". Na madrugada da segunda-feira, quando admitiu a derrota, Chávez havia qualificado a vitória da oposição de "pírrica" (obtida a alto preço) e advertiu que seus adversários deveriam saber administrá-la. O líder disse, então, que, se fosse esperar os quatro dias de apuração das urnas do exterior e de alguns outros Estados, o pais estaria incendiado com protestos, e, por isso, resolveu admitir a derrota no domingo mesmo. Referendo O presidente venezuelano reiterou nesta quarta-feira que seu projeto de reforma poderá ser submetido a um novo referendo, que poderia ser solicitado por iniciativa popular. Chávez afirma que talvez tenha se equivocado ao propor a reforma neste momento. "Pode ser que ainda não estejamos maduros, nem o povo está preparado para assumir o projeto socialista", disse Chávez em um programa de uma emissora de televisão estatal. "Mas ainda assim, quase conseguimos, de maneira que é possível, por iniciativa popular, reapresentar (a reforma) em um momento mais oportuno", concluiu. Com 5% de assinaturas do total de eleitores inscritos no registro eleitoral, a população poderia convocar um novo referendo para votar a reforma constitucional. |
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