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Atualizado às: 04 de dezembro, 2007 - 21h29 GMT (19h29 Brasília)
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Chefe antiterror da polícia de Londres anuncia saída do cargo
Andy Hayman
Hayman afirmou que vem sofrendo com 'acusações sem fundamento'
O comissário assistente e chefe da unidade de combate ao terrorismo da Polícia de Londres, Andy Hayman, anunciou nesta terça-feira que vai deixar o cargo depois de ter sofrido o que chamou de "acusações sem fundamento".

O desempenho de Hayman, de 48 anos, vinha sendo examinado minuciosamente depois da morte de Jean Charles de Menezes, em julho de 2005.

"Nas últimas semanas, ocorreram uma série de vazamentos (de informações) e acusações sem fundamento contra minha pessoa, que eu rejeitei e continuarei a negar", disse.

"Mas estes eventos me afetam pessoalmente e sinto que agora é o momento certo para sair (do cargo)", acrescentou.

Informações enganosas

O relatório final divulgado em agosto pela Comissão Independente de Queixas contra a Polícia (IPCC, em inglês) afirmou que Hayman forneceu informações enganosas a seus superiores, o que teria levado a polícia a fazer declarações públicas erradas.

Hayman teria deixado de informar ao chefe de polícia Ian Blair que o homem morto no metrô de Stockwell era inocente.

Em uma entrevista coletiva no dia do incidente, Ian Blair disse que a vítima tinha conexões com as tentativas de atentados em Londres no dia anterior.

Jean Charles de Menezes, um eletricista brasileiro de 27 anos, foi morto por policiais em 22 de julho de 2005 com sete tiros na cabeça, depois de ter sido confundido com um homem-bomba.

O relatório também pediu que Hayman explicasse despesas no valor de 15 mil libras (cerca de R$ 55 mil).

Um porta-voz da família de Jean Charles de Menezes afirmou que aprova o fato de Hayman não ocupar mais o cargo de chefe da unidade de combate ao terrorismo.

"A renúncia dele é mais um sinal da tentativa da Polícia Metropolitana de encobrir erros depois da morte de Jean Charles", afirmou.

Hayman já havia sido forçado a pedir desculpas devido a uma operação antiterrorismo em Forest Gate, no leste de Londres, quando policiais atiraram contra um homem inocente, em junho de 2006.

Em outro episódio polêmico, Hayman recebeu em 2006 a Ordem do Império Britânico (CBE), uma homenagem da rainha britânica Elizabeth 2ª na comemoração de seu 80º aniversário.

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