|
Após vitória, oposição a Chávez prega reconciliação | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Depois da vitória no referendo que rejeitou as reformas constitucionais propostas pelo governo Chávez, líderes da oposição venezuelana adotaram um discurso de tom conciliador. O governador do Estado de Zulia e ex-candidato presidencial, Manuel Rosales, disse que espera "que este resultado sirva para que busquemos a paz e a harmonia na Venezuela". O discurso foi repetido pelo oposicionista Leopoldo López, prefeito de Chacao, um dos municípios que compõem o Distrito Metropolitano de Caracas. "Esse é o momento para nos reencontrarmos, todo o povo", disse. "Poderemos sentar com o presidente para ver qual é o projeto de país que ele quer para todos os venezuelanos." Reconfiguração Para Teodoro Petkoff, diretor do diário de oposição Tal Cual e ex-candidato presidencial, "foi possível demonstrar que dentro da democracia, sem buscar atalhos nem falsas saídas, se pode obter resultados democráticos".
A oposição chegou na última semana de campanha dividida entre um grupo que apoiava o voto – representado por um setor do movimento estudantil, a alta hierarquia da Igreja Católica e partidos políticos emergentes – e outro grupo que convocava a abstenção e a desobediência civil. Na reta final, após algumas pesquisas de intenção de voto indicarem que a disputa seria apertada, buscaram a unidade em torno do voto. Para Petkoff chegou o momento de "reconfigurar" a oposição. "A grande fortaleza de Chávez tem sido a debilidade de seus adversários", disse. "Mas seus adversários estão começando a superá-las." "Abstenção" A oposição venezuelana atravessou a madrugada desta segunda-feira comemorando a vitória no referendo. A praça França, reduto dos opositores no leste de Caracas, foi tomada por simpatizantes do "Não". Com 90% dos votos apurados, o "não" à reforma venceu com 50,7% dos votos; o "sim" obteve apoio de 49,29% dos eleitores. Essa é a primeira derrota de Chávez após nove anos de governo e após nove processos eleitorais consecutivos dos quais o governo saiu vitorioso. Ao perder o referendo, Chávez tende a "desacelerar" seu projeto de implementação do socialismo no país. O governo atribuiu a derrota ao alto nível de abstenção no referendo, 44,9%. "A abstenção nos derrotou", justificou Chávez. O presidente venezuelano afirmou que os resultados foram mais uma prova da democracia do seu país e disse que 49,29% dos eleitores aprovaram seu projeto socialista e que não retira uma "vírgula" da sua proposta. "A proposta está viva", disse. |
NOTÍCIAS RELACIONADAS 'Não' tem vitória apertada na Venezuela03 dezembro, 2007 | BBC Report "Vamos aceitar o resultado", diz Chávez sobre referendo02 dezembro, 2007 | BBC Report Venezuelanos decidem nas urnas futuro da Constituição02 dezembro, 2007 | BBC Report Oposição junta forças para tentar derrotar Chávez28 novembro, 2007 | BBC Report Entenda a reforma constitucional proposta por Chávez23 novembro, 2007 | BBC Report Venezuela enfrenta crise de abastecimento15 novembro, 2007 | BBC Report | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
| ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||