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Atualizado às: 15 de novembro, 2007 - 10h15 GMT (08h15 Brasília)
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Chávez usa polêmica com rei espanhol para seu referendo, diz 'El País'
Jornais
A polêmica com o rei Juan Carlos, da Espanha, durante a Cúpula Iberoamericana realizada na semana passada no Chile serviu ao presidente venezuelano, Hugo Chávez, para reforçar sua retórica nacionalista durante a campanha para o referendo que decidirá sobre a reforma constitucional no país, segundo argumenta artigo publicado nesta quinta-feira pelo diário espanhol El País.

Para o jornal, Chávez “chegou a Santiago com uma idéia: usar a Cúpula Iberoamericana para reforçar o sim a seus poderes máximos e à sua perpetuação no poder, segundo propõe o referendo de dezembro próximo”.

O artigo diz que o venezuelano fracassou em conseguir o queria no documento de conclusões da cúpula, mas “saiu da capital chilena rumo a Caracas com um troféu talvez mais rentável para seu plano: a cabeça do rei”.

Durante as discussões do encerramento da cúpula, no sábado, o rei Juan Carlos pediu a Chávez que calasse a boca diante da insistência do venezuelano em chamar o ex-premiê espanhol José María Aznar de “fascista”.

Para o jornal, “o gesto do rei converteu a ficção com que Chávez aspira sair vitorioso no referendo em realidade, pelo menos durante certo tempo”.

“Bolívar ressuscitou sob a pele de Chávez contra a coroa espanhola. E o pior: a direita espanhola está disposta a fazer o jogo de Chávez, apostando forte nesta ficção”, diz o diário, em referência aos pedidos da oposição espanhola para que o embaixador em Caracas fosse chamado de volta a Madri e das afirmações de Chávez de que está revisando suas relações com a Espanha e que seu país não precisa dos investimentos de empresas espanholas.

Confrontação

Outro jornal espanhol, La Vanguardia, afirma em editorial que “a cada dia que passa se vê mais claramente que o presidente da Venezuela procurava uma confrontação com a Espanha”.

“Depois de uns dias de declarações em um tom cada vez mais alto para tentar esconder os graves conflitos internos de que padece seu país, ao que tenta impor uma Constituição nada democrática e feita à sua medida, Chávez revelou que está submetendo a uma profunda revisão as relações políticas, econômicas e diplomáticas com a Espanha, além de atemorizar novamente novamente as empresas espanholas com interesses no país”, diz o texto.

Segundo o jornal, o gesto do premiê espanhol, José Luís Rodríguez Zapatero de negar o pedido da oposição para chamar o embaixador de volta a Madri era “o lógico”, para tentar recompor as relações por vias diplomáticas.

“Mas dois não se põem de acordo se um não quer. Chávez não parece estar para conversa e a cada dia sobe o tom de seus ataques. Se seguir por esse caminho, o governo (espanhol) deverá tomar ciência e necessariamente mudar sua atitude”, defende o editorial.

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