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Chávez chama Lula de 'magnata petroleiro' | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O presidente venezuelano, Hugo Chávez, chamou nesta sexta-feira o presidente Luiz Inácio Lula da Silva de "magnata petroleiro" e disse que Brasil e Venezuela deveriam se unir na criação de uma empresa de petróleo para vender o produto a preços subsidiados para os países da região. Em Santiago, onde participa da Cúpula Ibero-Americana, o presidente venezuelano fez várias referências, em tom irônico, ao anúncio feito nesta quinta-feira pelo governo brasileiro sobre a existência de novos campos de petróleo, que ampliam em mais de 50% as reservas totais no país. "O Brasil agora pode ingressar na Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) com esta grande quantidade que conseguiu", afirmou Chávez. "Se é que isso é certo. Oxalá", completou. Em outro momento do discurso, Chávez propôs a criação de uma empresa conjunta, que já batizou de Petroamazonia, a exemplo de outras empresas que já existem na Venezuela. "Lula, agora que é um magnata petroleiro, que o Brasil tem tanto petróleo, te proponho que juntemos esses mecanismos de cooperação com países que não têm petróleo, com países que não têm possibilidade de pagar US$ 100 o barril", afirmou. "Não tem sentido" O assessor especial da Presidência para Assuntos Internacionais, Marco Aurélio Garcia, disse que a criação de uma empresa para vender petróleo subsidiado não esta em discussão no governo brasileiro. "Não tem nenhum sentido", afirmou. Garcia disse que o discurso do presidente venezuelano foi "uma forma simpática" de tratar do assunto e que, mesmo com a novas reservas, o Brasil não será um concorrente para a Venezuela em termos de petróleo. O discurso do presidente Chávez durou 25 minutos e acabou sendo o último da sessão de discursos da manhã. A presidente do Chile e presidente da reunião, Michele Bachelet, encerrou a sessão para o almoço oficial e não informou se os demais presidentes inscritos para falar teriam oportunidade de fazê-lo à tarde ou no sábado. O presidente Lula pretendia falar sobre os programas sociais do governo, defendendo ao mesmo tempo a política macroeconômica adotada nos últimos anos, afirmando que ela permitiu o crescimento econômico e a geração de empregos. Garcia disse que o presidente deve falar sobre o assunto em outro momento, provavelmente num discurso mais longo do que os cinco minutos que haviam sido preparados para a sessão da manhã. |
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