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Atualizado às: 02 de novembro, 2007 - 12h30 GMT (10h30 Brasília)
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Cientistas criam 'supercamundongo' em laboratório
Rato de laboratório
Supercamundongos têm mais resistência física
Cientistas da universidade americana Case Western Reserve, criaram uma linhagem de "supercamundongos" que têm capacidade para correr de cinco a seis quilômetros em uma velocidade de 20 metros por minuto, em uma esteira, por até seis horas, sem intervalos.

"Metabolicamente, eles são semelhantes a Lance Armstrong (que venceu a Volta da França sete vezes consecutivas) subindo os Pirineus de bicicleta; eles usam ácidos graxos para energia e produzem muito pouco ácido láctico", explica Richard Hanson, professor de Bioquímica na universidade e autor do artigo, publicado no Journal of Biological Chemistry.

Além de terem mais resistência do que os camundongos normais, eles também comem 60%, mas se mantém em melhor forma, tem vida reprodutiva mais longa e vivem por mais tempo - as fêmeas chegam a se reproduzir até os dois anos e meio de vida, quando o normal é parar depois de um ano.

Os supercamundongos também se mostram mais agressivos do que os camundongos selvagens.

Atividade excessiva

Os camundongos foram modificados geneticamente para que os cientistas estudassem as funções metabólicas e fisiológicas do gene que controla a produção da enzima PEPCK-C.

Segundo o professor Hanson, os "poderes" são resultados da atividade excessiva no músculo do gene que traz as instruções para que o corpo produza a enzima.

Os supercamundongos vêm sendo criados há cinco anos, e hoje já chegam a 500.

Segundo Parvin Hakimi, que também trabalhou na pesquisa, era fácil identificar, desde o princípio, quais eram os camundongos geneticamente modificados.

"Desde pequenos os camundongos modificados corriam sem parar dentro das gaiolas."

Estudos comportamentais posteriores mostraram que eles são sete vezes mais ativos do que os camundongos normais.

Apesar de o gene ser comum aos roedores e aos humanos, os cientistas não acreditam que os resultados dessas pesquisas poderão ser aplicados em humanos.

Hanson disse ao jornal britânico Daily Telegraph que "a possibilidade de usar este procedimento para melhorar a performance humana é muito improvável".

Segundo Hanson, atualmente não há formas de tornar um gene muito mais ativo nos homens e se houvesse, não seria permitido. Os cientistas dizem que não tiveram essa intenção ao criar os camundongos.

"Nós estávamos, simplesmente, tentando entender melhor o papel metabólico da enzima PEPCK-C no músculo esqueletal."

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