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Preferência por bebês homens na Ásia 'terá graves conseqüências' | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A preferência por bebês do sexo masculino em vários países asiáticos pode provocar "graves conseqüências sociais" no futuro, apontou um estudo realizado pelo Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA). A pesquisa - apresentada nesta segunda-feira durante uma conferência sobre Saúde Sexual e Reprodutiva, na Índia - concluiu que o crescente desequilíbrio entre os sexos vai criar dificuldades para que os homens, especialmente os mais pobres, encontrem esposas, o que pode gerar problemas sociais e aumentar a incidência de violência sexual e tráfico de mulheres. A preferência por filhos homens está profundamente enraizada em muitos países asiáticos por razões econômicas e culturais. As filhas muitas vezes são vistas como motivo de endividamento das famílias, que têm de pagar um dote para que elas se casem. Além disso, quando ficam mais velhos, os pais costumam ser sustentados pelos filhos homens e suas esposas. Com famílias cada vez menores, a população dos quatro países estudados - Índia, China, Nepal e Vietnã - está usando cada vez mais exames como ultra-som e amniocentese para descobrir o sexo dos fetos e realizar abortos caso se trate de uma menina. Desequilíbrio Na China, a mudança na proporção entre homens e mulheres já pode ser notada há 15 anos. Em 2005, para cada 100 bebês do sexo feminino que nasceram havia 120 do sexo masculino, enquanto a relação normal é de 100 para 105. Mesmo depois do nascimento, as meninas são muitas vezes abandonadas e a negligência dos pais faz com que a mortalidade infantil seja maior entre os bebês do sexo feminino. Para combater o problema, o governo chinês está combinando campanhas de informação a medidas práticas como o aumento do apoio financeiro aos idosos. Na Índia, os médicos e outros grupos da sociedade civil se mobilizaram para aumentar a discussão da questão. Novas leis foram aprovadas contra a violência doméstica e a discriminação na hora da divisão de heranças. Os autores do relatório da UNFPA recomendam que medidas similares sejam tomadas no Nepal e no Vietnã. "Desequilíbrios na proporção entre os sexos só levam a grandes desequilíbrios na sociedade como um todo. Como resposta, precisamos espalhar a mensagem de que todo ser humano que nasce tem o mesmo direito a dignidade, valor e direitos humanos", disse, numa declaração, a diretora executiva da UNFPA, Thoraya Ahmed Obaid. |
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