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Atualizado às: 21 de outubro, 2007 - 23h52 GMT (20h52 Brasília)
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Turquia 'pagará qualquer preço para derrotar rebeldes'
Generais turcos deixam a reunião de emergência
Generais turcos foram convocados para uma reunião de emergência
Líderes da Turquia afirmaram que não vão tolerar operações de separatistas curdos no Iraque e "pagarão qualquer preço" para derrotar o terrorismo depois do último ataque de rebeldes, no domingo, que matou pelo menos 12 soldados turcos.

Em confrontos depois da emboscada dos rebeldes, perto da fronteira com o Iraque, 32 rebeldes do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK, na sigla em curdo), foram mortos, segundo os militares.

Autoridades do setor de segurança da Turquia, ministros e generais se reuniram neste domingo para discutir um possível ataque contra bases do PKK no Iraque.

"Apesar de respeitar a integridade territorial do Iraque, a Turquia não vai tolerar que o terrorismo obtenha ajuda e não terá medo de pagar o preço que for necessário para proteger seus direitos, sua união indivisível e seus cidadãos", afirmaram as autoridades em uma declaração divulgada após a reunião.

"A luta contra a organização separatista terrorista será travada com determinação até o fim", continuou a declaração.

Mas, apesar das palavras fortes, as autoridades turcas não afirmaram que o ataque seria imediato, segundo a correspondente da BBC, Sarah Rainsford.

O primeiro-ministro turco, Recep Tayyip Erdogan afirmou que a secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, pediu que a Turquia não tomasse nenhuma medida nos próximos dias.

Segundo Erdogan este é um sinal de que o governo dos Estados Unidos está levando a sério os temores da Turquia em relação aos rebeldes curdos.

Emboscada

Manifestantes turcos pediram ação contra o PKK
Manifestantes turcos pediram ação contra o PKK
O último ataque, logo no início da madrugada do sábado, foi realizado por um grande grupo de rebeldes do PKK, que cruzou a fronteira do Iraque e fez uma emboscada perto do vilarejo de Daglica, segundo os militares turcos.

O Exército afirmou que enviou reforços e helicópteros para a região, disparou artilharia e lançou ataques de retaliação nos quais 32 guerrilheiros foram mortos.

Os guerrilheiros, por sua vez, afirmam que capturaram vários soldados turcos. O governo turco nega.

Horas depois, uma bomba também atribuída ao PKK explodiu em um microônibus no sudeste do país e deixou dez feridos.

Em várias cidades da Turquia ocorreram protestos reunindo milhares de pessoas, contra os ataques e pedindo uma ação do governo contra o PKK.

Fronteira

Cerca de 3 mil rebeldes separatistas estariam na região entre a Turquia e o Iraque, onde desde a primavera as Forças Armadas turcas realizam manobras militares.

Ocorreram confrontos na área desde o começo do ano, mas o último ataque foi um dos mais graves dos últimos tempos, aumentando a pressão do público para que o governo e os militares respondam, segundo a correspondente Sarah Rainsford.

Os Estados Unidos, aliados da Turquia, pediram moderação, temendo que qualquer incursão militar possa desestabilizar a região mais pacífica do Iraque, a região curda autônoma, no norte do país.

O Iraque também pediu que a Turquia não fizesse uma operação além da fronteira.

O presidente iraquiano, Jalal Talabani, pediu que os rebeldes do PKK entreguem as armas ou saiam do país.

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