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Atualizado às: 17 de outubro, 2007 - 17h04 GMT (14h04 Brasília)
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Turquia aprova ação militar contra curdos no norte do Iraque
Soldados da Turquia perto da fronteira com o Iraque
A Turquia está reunindo militares perto da fronteira com o Iraque
O Parlamento da Turquia aprovou nesta quarta-feira a moção que prevê uma incursão militar turca no norte do Iraque para capturar rebeldes curdos.

Os parlamentares turcos aprovaram a moção por maioria, 507 votos a favor e apenas 19 contra.

A permissão para a operação foi concedida apesar da pressão de Estados Unidos e Iraque para que a Turquia não iniciasse a incursão.

Enquanto o resultado era anunciado no Parlamento turco, o presidente americano George W. Bush pediu que a Turquia não coloque a medida em prática.

Bush afirmou que o governo americano "deixou bem claro para a Turquia que não é de interesse dos turcos enviar mais soldados" à região. "Existe uma maneira melhor de lidar com a questão", disse o presidente dos Estados Unidos.

O vice-primeiro-ministro iraquiano, Barham Salih, disse à BBC que a aprovação da incursão viola a lei internacional e acrescentou que o Iraque está pronto para cooperar com a Turquia para a segurança da fronteira conjunta.

O primeiro-ministro turco, Recep Tayyip Erdogan, afirmou que a aprovação da moção não significa que a operação militar seja iminente, mas afirmou que a Turquia precisa responder a uma crescente onda de ataques com bombas pelos quais os rebeldes do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK) no Iraque são responsabilizados.

Soldados

Estados Unidos e Iraque temem que qualquer incursão no norte do Iraque possa desestabilizar a região, que é apenas relativamente calma.

O primeiro-ministro iraquiano ligou nesta quarta-feira para o primeiro-ministro turco e afirmou que estava "absolutamente determinado" a remover o PKK do Iraque e pediu mais tempo para fazer isso, segundo a agência de notícias turca Anatolia.

O presidente iraquiano Jalal Talabani, que é curdo, pediu que a Turquia não faça uma incursão e também pediu ao PKK "o fim da chamada atividade militar".

A Turquia afirma que o PKK é uma organização terrorista responsável pela morte de pelo menos 13 soldados turcos nas últimas duas semanas e diz que os separatistas curdos têm liberdade de movimento no norte do Iraque.

Jamal Abdallah, um porta-voz do governo da região iraquiana do Curdistão, afirmou que não existe cooperação com o PKK.

Os rebeldes afirmaram que vão responder à altura a uma operação militar turca.

"Milhares de guerrilheiros do PKK estão de prontidão para lutar com o Exército turco", disse o chefe do conselho executivo do PKK, Murat Karayilan, ao jornal curdo Hawlati.

O presidente sírio Bashar Assad, durante visita à Turquia, afirmou que apóia o direito do país de tomar medidas "contra o terrorismo e atividades terroristas".

Soldado turcoTurquia
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