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Atualizado às: 09 de outubro, 2007 - 18h19 GMT (15h19 Brasília)
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Líder turco autoriza ação contra curdos no Iraque
Membros do PKK no norte do Iraque em julho deste ano
O PKK quer um território curdo autônomo separado da Turquia
O primeiro-ministro da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, determinou nesta terça-feira que as autoridades do país, inclusive os militares, façam o que for preciso para neutralizar o que ele chamou de uma "organização terrorista em um país vizinho" – em uma clara referência a separatistas curdos.

"A ordem foi dada para que seja adotada todo tipo de medida, legal, econômica, política, incluindo uma operação através da fronteira se necessário", diz uma mensagem divulgada pelo gabinete do primeiro-ministro.

No domingo, 11 soldados turcos morreram um confronto com supostos militantes do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK, na sigla em curdo) na província de Sirnak, no sudeste do país.

O governo turco avalia que o PKK, uma organização banida no país, tem bases no norte do Iraque, de onde lançaria seus ataques contra alvos na Turquia.

Uma possível ofensiva em território iraquiano, contudo, depende da aprovação do Parlamento da Turquia.

Acordo de segurança

O Iraque e a Turquia assinaram um acordo antiterrorismo no dia 28 de setembro, segundo o qual o governo iraquiano se compromete a agir contra rebeldes do PKK em seu território.

O acordo, porém, não contempla a possibilidade de que tropas turcas atravessem a fronteira para lutar contra os militantes.

Ainda assim, o porta-voz do governo do Iraque, Ali Al-Dabbagh, ressaltou que "o acordo de segurança assinado entre a Turquia e o Iraque é a base por meio da qual a segurança dos dois países pode ser preservada".

As autoridades de Ancara afirmam que cerca de 3 mil militantes do PKK buscam refúgio no norte do Iraque.

O ataque do domingo provocou o maior número de soldados turcos mortos em uma ofensiva contra militantes curdos nos últimos anos.

A imprensa turca afirma que 97 soldados do país morreram apenas neste ano.

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Passado de militância islâmica persegue presidente eleito.
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