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Atualizado às: 18 de outubro, 2007 - 21h25 GMT (18h25 Brasília)
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Decisão sobre juros não ameaça crescimento, diz Lula

Em Luanda, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva passa em revista às tropas angolanas. Foto: Ricardo Stuckert/PR
O presidente encerrou em Luanda viagem de quatro dias à África
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quinta-feira, em Luanda (Angola), que a pausa na redução dos juros não ameaça a previsão do governo para o crescimento da economia brasileira, de 5% neste ano.

"Nós queremos crescer mais, 5% é o mínimo que achamos que o Brasil pode crescer", disse. "Mas é importante lembrar que fazia apenas 26 anos que o Brasil não tinha um crescimento de 5%."

De acordo com Lula, o objetivo do governo é manter um crescimento alto por um período longo, de 15 ou 20 anos.

"Ou seja, um novo ciclo de crescimento sustentável para recuperar a quantidade de décadas perdidas de crescimento na economia brasileira", afirmou. "Isso, estou convencido, realmente que vai acontecer."

'Nada muda'

Na quarta-feira, o Copom (Conselho de Polícia Monetária) do Banco Central decidiu manter a taxa de juros básicos da economia brasileira em 11,25% ao ano.

Em uma entrevista concedida ao jornal Folha de S. Paulo, no domingo, o presidente havia dito que não achava que o Banco Central deveria parar com a seqüência de reduções da taxa de juros, como acabou ocorrendo.

Lula também disse ao jornal que, caso o Banco Central anunciasse a decisão, teria que se explicar.

Em Luanda, onde encerrou nesta quinta-feira um giro por quatro países africanos, o presidente disse que a manutenção dos juros "não mudará em nada a política econômica nacional".

"O fato de, em um determinado momento, o BC achar que não é o momento de reduzir 0,25 ponto não altera nada", afirmou.

"O que não vamos abdicar em nenhum momento é ter uma política séria de controle de inflação", acrescentou. "Eu sei que quando a inflação volta, quem começa a pagar o pato são as camadas mais baixas da sociedade, que vivem de salário."

De acordo com Lula, o Banco Central do Brasil vem trabalhando com total autonomia e permanecerá assim. "As coisas deram certo até agora, essa é a verdade", afirmou.

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