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Atualizado às: 12 de outubro, 2007 - 18h41 GMT (15h41 Brasília)
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Rússia pede que EUA 'congelem' plano antimísseis
Condoleezza Rice (esq.) e Sergei Lavrov
Rice não conseguiu vencer oposição russa aos planos dos EUA
O ministro do Exterior da Rússia, Sergei Lavrov, pediu nesta sexta-feira que os Estados Unidos "congelem" os planos para construir um sistema de defesa antimísseis na no Leste Europeu.

Depois de uma reunião em Moscou com a secretária de Estado americana Condolezza Rice, Lavrov afirmou que a Rússia vê o sistema dos Estados Unidos como uma "ameaça potencial".

O governo russo se opõe aos planos americanos de construir um sistema de defesa antimísseis na Polônia e na República Checa.

Rice negou qualquer ameaça à Rússia e acrescentou que os dois países podem trabalhar juntos.

A secretária de Estado americana também se reuniu com o presidente russo Vladimir Putin, que deu sinais de que não vai apoiar os planos americanos.

Putin afirmou que espera que Washington "não apresse os acordos anteriores com países da Europa Oriental" e ameaçou abandonar um importante tratado de não-proliferação de armas nucleares, que ele afirma que está desatualizado.

Novas idéias

Depois de uma reunião com Putin, Rice e o secretário de Defesa americano Robert Gates se reuniram com Sergei Lavrov e com o ministro da Defesa russo Anatoly Serdyukov.

Rice e Gates estão em Moscou para dois dias de reuniões com o governo russo.

Gates disse que ele e Rice apresentaram novas idéias para seus colegas russos, mas deram a entender que as propostas ainda não foram aceitas.

"Nossas negociações refletiram a relação complexa e multifacetada entre Estados Unidos e Rússia", afirmou.

"Continuamos dispostos a ser parceiros abertos e totais da Rússia na defesa antimísseis", acrescentou. "Discutimos várias propostas e esperamos que eles aceitem."

Lavrov, no entanto, afirmou que para que as negociações sejam mais efetivas, "os planos para o envio (do sistema antimísseis) deveriam ser congelados".

"Existe uma ameaça potencial para nós", acrescentou o ministro russo. "Teremos que tomar algumas providências para neutralizar esta ameaça."

Tratado

No início das reuniões, Putin disse que seria difícil continuar participando do tratado Forças Nucleares Intermediárias (INF, na sigla em inglês) a não ser que o acordo inclua mais países além dos Estados Unidos e da Rússia.

Segundo o presidente russo, outros países estão desenvolvendo esses sistemas de armas, incluindo os que são próximos à fronteira da Rússia.

Analistas afirmam que a ameaça de Putin é outra manobra diplomática para pressionar os Estados Unidos.

O governo americano, por sua vez, afirma que precisa do sistema de defesa no Leste Europeu para se defender de "países hostis" como Irã e Coréia do Norte.

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Sistema antimísseis dos EUA gera tensão na Rússia.
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