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Ataque contra missão de paz mata 10 no Sudão | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Um ataque contra uma base da União Africana (UA) na região sudanesa de Darfur deixou pelo menos dez soldados mortos e sete feridos, no pior episódio para a missão de paz desde sua chegada em 2003. Fontes na região disseram à BBC que 30 veículos de milícias rebeldes invadiram a base e que 50 soldados estão desaparecidos. Os invasores teriam levado as armas e veículos que conseguiram e ateado fogo ao que ficou para trás. Um porta-voz do movimento rebelde Justiça e Igualdade disse à BBC que a invasão foi liderada por três dissidentes de seu grupo e outros militantes que se separaram do Exército de Libertação do Sudão. O representante da União Africana e das Nações Unidas Rodolpho Adada disse estar chocado e horrorizado com o "terrível e deliberado" ataque contra a base na cidade de Haskanita. "Não foi apenas uma violação flagrante do cessar-fogo, mas um crime inescrupuloso que quebra todas as convenções e normas de paz internacionais", disse Adada. Cerca de 7 mil soldados da União Africana participam da missão em Darfur e têm enfrentado dificuldades para proteger a população civil. O Conselho de Segurança das Nações Unidas já aprovou o envio de uma missão de paz de 26 mil soldados para reforçar o contingente da UA. Pelo menos 200 mil pessoas foram mortas e cerca de 2 milhões tiveram de deixar suas casas desde o início do conflito entre o governo sudanês – acusado de apoiar milícias muçulmanas, chamadas Janjaweed, que atacaram vilarejos de Darfur – e rebeldes contrários ao governo de Cartum. Negociação de paz Analistas dizem que o ataque acontece num momento particularmente infeliz, já que as Nações Unidas e a União Africana estavam em negociações para pavimentar o caminho para conversas de paz entre governo e rebeldes. Agora, segundo os especialistas, as perspectivas não são animadoras. A invasão da base da UA aconteceu enquanto o arcebispo sul-africano Desmond Tutu se dirigia ao Sudão com uma delegação de ex-políticos, ex-diplomatas e defensores de direitos humanos para discutir a paz no país. O grupo, independente de qualquer governo ou organização internacional, foi criado por sugestão de Nelson Mandela para tentar encontrar soluções para os principais problemas do mundo, como o HIV-Aids, a pobreza e os conflitos. A visita ao Sudão é a primeira missão do grupo, que deve se reunir com o presidente Omar al-Bashir em Cartum e com líderes comunitários e refugiados em Darfur. |
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