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Amorim reitera apoio à adesão da Venezuela ao Mercosul | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Inaugurando uma nova fase das relações diplomáticas entre Brasil e Venezuela, o ministro de Relações Exteriores Celso Amorim reiterou neste sábado que o governo brasileiro está confiante de que a Venezuela ingressará no Mercosul, mas que o atraso na votação do protocolo de adesão “preocupa”. “O processo está no Congresso que é soberano para decidir (...) mas qualquer atraso (na votação) preocupa”, destacou Amorim após uma reunião de pouco mais de duas horas com o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, na sede da presidência em Caracas. “Reafirmamos nosso desejo de que a Venezuela ingresse no Mercosul (...) Uma decisão à favor (da entrada da Venezuela ao bloco) é importante para o Brasil, para a integração latino-americana”, disse Amorim. O encontro com o presidente venezuelano ocorreu poucos dias após a Comissão de Relações Exteriores da Câmara ter adiado para o próximo dia 24 de outubro a votação do protocolo de adesão da Venezuela ao Mercosul. A decisão dos deputados, tanto do governo quanto da oposição, em postergar a votação teria sido motivada por “razões técnicas” e acontece após a publicação de supostas críticas de Chávez ao Congresso brasileiro. Em Manaus, no último dia 20, Chávez disse que a “mão do império” era responsável pelo atraso. Alguns jornais brasileiros divulgaram que o presidente venezuelano havia acusado o Congresso de submissão aos Estados Unidos. Reaproximação A visita de Celso Amorim à Caracas marca uma nova etapa de reaproximação entre os governos dos presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Hugo Chávez, após meses de desentendimentos e de um certo esfriamento nas relações diplomáticas entre Brasil e Venezuela. O chanceler brasileiro diz considerar que a participação venezuelana no bloco é importante para criar uma das principais “vértebras para a integração sul-americana”. Amorim disse não ter “bola de cristal” para dizer quando será aprovado o pedido de adesão, mas disse estar confiante de que a Venezuela “sim ingressará no Mercosul”. O chanceler brasileiro, que também se reuniu com o ministro do Exterior venezuelano, Nicolas Maduro, disse que o governo brasileiro fez vários pedidos ao Congresso para que aprovasse a entrada da Venezuela no bloco, inclusive apresentando argumentos para “desfazer qualquer dúvida” dos congressistas. A entrada da Venezuela no Mercosul depende da ratificação nos congressos do Brasil e do Paraguai. Argentina e Uruguai já aprovaram a adesão da Venezuela ao bloco. Comércio bilateral Para o Brasil, o ingresso venezuelano no bloco pode significar uma ampliação ainda maior das exportações ao país, que é o quinto maior produtor mundial de petróleo, mas que depende fundamentalmente dos vizinhos em matéria de agricultura, indústria e tecnologia. De janeiro a julho de 2007, as exportações brasileiras para a Venezuela somaram US$ 2,4 bilhões, enquanto as exportações da Venezuela para o Brasil não superaram os US$ 215 milhões. Amorim destacou que até o fim deste ano as exportações devem alcançar U$ 4 bilhões. “Sem dúvida a Venezuela é um parceiro importantíssimo, mais importante que a Inglaterra, Itália ou França”, enfatizou. O chanceler brasileiro viajou este sábado a Caracas depois de uma breve escala em El Salvador para analisar, além do Mercosul, os projetos da construção de uma refinaria em Pernambuco, de capital misto entre as estatais PDVSA e Petrobrás, o projeto de exploração da Petrobrás no campo petrolífero Carabobo 1, na faixa do Orinoco, e outras questões pendentes como o Banco do Sul e a consolidação da União de Nações Sul-americanas (Unasul). 'Sem pressões' O chanceler venezuelano Nicolas Maduro, por sua vez, reiterou a posição do presidente Hugo Chávez ao afirmar que a Venezuela continuará esperando a decisão do Congresso brasileiro, “sem pressões”. De acordo com uma fonte do governo venezuelano, a aprovação ou não do ingresso da Venezuela ao Mercosul já não depende dos venezuelanos e se tornou um problema interno brasileiro. “A bola está do lado de lá e o Brasil acredita na integração. Confiamos nas forças progressistas do Congresso, que são as que sabem quando haverá condições para aprovar nossa entrada ao Mercosul”, disse a fonte. |
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