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Democracia na América Latina 'não foi eficiente', diz Bachelet | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A presidente do Chile, Michelle Bachelet, disse neste domingo que a democracia nos países da América Latina “não foi eficiente”. E explicou: “Nossas democracias não conseguiram melhorar com maior rapidez as condições de vida do povo, especialmente dos mais carentes. E estamos vendo as conseqüências políticas disso”, afirmou. As declarações da presidente chilena foram reproduzidas pelos principais jornais chilenos em suas edições online, como El Mercurio e La Tercera. Bachelet falou, neste domingo, durante cerimônia no palácio presidencial La Moneda, onde inaugurou o primeiro fórum da União Européia, América Latina e Caribe sobre “coesão social”. O encontro foi preparatório para a reunião que será realizada em maio do ano que vem, em Lima, no Peru. Ideal de Lincoln “Coesão social significa combater a pobreza e a desigualdade. Hoje, a exclusão e a desigualdade social instalaram-se no centro da agenda política da região e também do mundo globalizado”, afirmou. Segundo Bachelet, a democracia na região esqueceu a dimensão do ideal de (Abraham) Lincoln, “do governo pelo e para o povo”. Michelle Bachelet lembrou que em 1990 a América Latina registrava 48% de pobreza, índice que caiu para 38% em 2006. Mas ressalvou que o número absoluto de pobres aumentou de 200 milhões para 205 milhões de pessoas, apesar dos cerca de 5% de crescimento econômico anual na região. Pacote de medidas O discurso de Bachelet ocorreu pouco depois do anúncio de um pacote de 14 medidas do seu governo para combater a violência, como a que foi registrada no último dia 11 de setembro. A data marca o golpe liderado pelo ex-general Augusto Pinochet contra o governo do socialista Salvador Allende, em setembro de 1973. Os protestos neste dia já são tradicionais no Chile. Mas este ano, pela primeira vez, a violência levou, no total, mais de 600 pessoas à prisão e um policial foi morto. Autoridades do governo reconheceram que a revolta – principalmente na madrugada de 11 para 12 de setembro – foi maior e mais forte nas regiões mais carentes da Grande Santiago. Entre as medidas anunciadas neste domingo está o maior controle de armas, principalmente entre os jovens, que saíram às ruas armados para enfrentar a polícia nas recentes manifestações. País de cerca de 15 milhões de habitantes, economia em crescimento e desemprego em queda, o Chile costuma ser apontado, por alguns setores, como exemplo a ser seguido na região. Mas seu modelo, como já reconheceram assessores de Bachelet, não solucionou o drama da concentração de renda e da pobreza. |
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