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Mais de 30 são presos no primeiro aniversário do golpe sem Pinochet | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Manifestantes chilenos foram às ruas nesta terça-feira protestar contra o golpe liderado pelo general Augusto Pinochet em 11 de setembro de 1973. A manifestação para marcar a data do golpe foi a primeira realizada depois da morte de Pinochet, em dezembro do ano passado. A presidente do Chile, a socialista Michelle Bachelet, depositou flores para o presidente socialista Salvador Allende, deposto no golpe que levou Pinochet ao poder. Como em anos anteriores, centenas de seguidores de Allende e familiares das vítimas do regime de Pinochet (que governou o país com mão de ferro durante 17 anos) protestaram, erguendo bandeiras vermelhas e fotos do ex-líder socialista, em vários pontos da capital, Santiago. Segundo dados oficiais, 32 pessoas foram presas durante os protestos, reprimidos pela polícia. Uma bomba molotov foi lançada contra o Palácio La Moneda, sede da Presidência, que estava cercado por um forte esquema de segurança. Não houve feridos no episódio. Reconciliação O porta-voz da Presidência, Ricardo Lagos Weber, filho do ex-presidente Ricardo Lagos (que governou o Chile de 2000 a 2006 e foi o primeiro socialista a chegar à presidência depois do golpe), condenou a onda de violência nos protestos. “Não da para acreditar que alguém queira honrar a imagem de Allende desta forma”, disse. Em entrevista ao canal 13 de televisão, Lagos Weber disse que Pinochet teria “ajudado muito a reconciliação nacional” se tivesse pedido “perdão” antes de morrer. Quando morreu, Pinochet era acusado de vários crimes em cerca de 300 processos. Além das cerca de 3 mil mortes e desaparecimentos ligados ao seu regime, o general também enfrentava processos por corrupção, por contas milionárias não declaradas no exterior e outros crimes. Para o porta-voz da Presidência do Chile, a imagem de Pinochet é hoje “parte do passado”, que a história e os chilenos continuarão julgando. Lagos Weber reconheceu que o Chile continua um país dividido – entre seguidores e adversários de Pinochet –, mas afirmou que a “Concertación” trabalha por essa integração. A “Concertación” é a frente formada pela Democracia Cristã (DC) e pelo Partido Socialista (PS), entre outros, que governa o país desde o fim dos anos 80, a partir do retorno da democracia. "Militarização" Na sua edição on line, o jornal chileno La Tercera informou que diferentes entidades de direitos humanos apresentaram denúncia formal contra o ministro do Interior, Belisario Velasco, pela “militarização” contra os protestos no país. Segundo o advogado Hugo Gutiérrez, que apóia essas entidades, Santiago se transformou, no domingo, “numa cidade sitiada e sem liberdade para a expressão”. As entidades reclamaram contra a prisão de 187 pessoas nas manifestações realizadas domingo, que também marcaram os 34 anos do golpe de Pinochet contra Allende. Dias antes, mais de 600 manifestantes haviam sido presos em protestos contra a política econômica chilena. | NOTÍCIAS RELACIONADAS Mais de 180 são presos em novo protesto no Chile10 setembro, 2007 | BBC Report Padre é indiciado por crimes no governo Pinochet01 setembro, 2007 | BBC Report Após protestos, bomba explode no Chile31 agosto, 2007 | BBC Report Mais de 400 são presos em confrontos no Chile30 agosto, 2007 | BBC Report Ex-general chileno é condenado à prisão perpétua29 agosto, 2007 | BBC Report Bomba atinge parte da embaixada britânica no Chile16 julho, 2007 | BBC Report Polícia prende 455 em protestos no Chile30 março, 2007 | BBC Report Crise no transporte leva a mudança de ministério chileno27 março, 2007 | BBC Report LINKS EXTERNOS A BBC não se responsabiliza pelo conteúdo dos links externos indicados. | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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