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Mais de 180 são presos em novo protesto no Chile | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Em uma nova jornada de protestos no Chile, 189 pessoas foram presas, neste domingo, segundo dados oficiais da polícia. Desta vez, as manifestações marcaram os 34 anos do golpe militar liderado pelo general Augusto Pinochet contra o socialista Salvador Allende, em 11 de setembro de 1973. Manifestantes entraram em confronto com a polícia no centro da capital, Santiago, depois que esta bloqueou o acesso ao palácio presidencial. A polícia usou canhões de água e gás lacrimogêneo para dispersar manifestantes, que, em parte, responderam atirando pedras. Os protestos já estavam programados e são considerados uma tradição anual na política chilena em repúdio ao golpe e em defesa da democracia, como definem diferentes entidades de direitos humanos do país. Este foi o primeiro protesto de 11 de setembro desde a morte, em dezembro, do líder do golpe militar, o general Augusto Pinochet. Entre os presos, segundo declarações do coronel Ramis Ramírez à rádio Bío Bío, de Santiago, capital do país, havia dez menores de idade. 'Diálogo' No fim de agosto, em protestos contra o governo, mais de 600 pessoas foram presas e 48 policiais e um parlamentar, o senador socialista Alejandro Navarro, da base governista, ficaram feridos. Na ocasião, a presidente do Chile, a socialista Michelle Bachelet, criticou a violência dos protestos. Neste domingo, Bachelet disse, em entrevista à emissora de televisão TVN (Televisão Nacional do Chile), que sua capacidade de liderança “não diminuiu”, apesar das manifestações e da queda de sua imagem nas pesquisas de opinião. Para a presidente, o Chile não está acostumado ao estilo de liderança com diálogo. “Em alguns casos, não basta a vontade do governo, é preciso aproximar posições, esclarecer preconceitos e tentar formar uma base de apoio. E quando não há força política para impor soluções, a saída é o diálogo para aproximar essas posições. E essa é uma liderança que o Chile não está acostumado”, enfatizou. Em 18 meses de gestão, o governo de Bachelet – a primeira mulher presidente do país – enfrentou protestos de estudantes, de usuários do novo sistema de transportes em Santiago, contra a desigualdade social e agora em repúdio ao golpe liderado por Pinochet, morto em 2006. | NOTÍCIAS RELACIONADAS Padre é indiciado por crimes no governo Pinochet01 setembro, 2007 | BBC Report Após protestos, bomba explode no Chile31 agosto, 2007 | BBC Report Mais de 400 são presos em confrontos no Chile30 agosto, 2007 | BBC Report Ex-general chileno é condenado à prisão perpétua29 agosto, 2007 | BBC Report | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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