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Tarifa da UE sobre etanol é 'distorção', diz Lula na Suécia | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva atacou nesta quarta-feira em Estocolmo a política protecionista aplicada sobre os biocombustíveis no mercado internacional e observou que a imposição européia de tarifas de até 55% sobre o etanol brasileiro "é um exemplo de distorção". "Basta comparar com a tarifa cobrada pela União Européia para o petróleo, que é de apenas 5%", destacou o presidente, em discurso na abertura de um seminário sobre biocombustíveis. "Será impossível expandir significativamente o mercado para biocombustíveis na União Européia enquanto políticas protecionistas persistirem." Antes do seminário, Lula passeou em um ônibus sueco movido a etanol do Brasil, acompanhado pelo rei da Suécia, Carl Gustaf 16, e prometeu "levar os ônibus a etanol para o Brasil". A montadora sueca Scania anunciou que o primeiro ônibus movido unicamente a álcool será testado na cidade de São Paulo a partir de outubro, como parte de uma iniciativa da Prefeitura de Estocolmo para divulgar a viabilidade do etanol como combustível alternativo para o transporte coletivo. Empresários A bordo do ônibus sueco, o presidente Lula fez um percurso de cerca de 15 minutos pelo centro de Estocolmo. O ônibus conduziu o presidente ao Real Instituto de Tecnologia da cidade para o seminário sobre biocombustíveis. Em Estocolmo, todo o transporte público local é movido a etanol e, até 2020, a meta é substituir toda a frota de 1,4 mil ônibus de rotas intermunicipais que ainda operam com diesel por veículos a álcool. Há dez anos, foi feita uma primeira tentativa de introduzir os ônibus a etanol no Brasil. Mas os testes foram interrumpidos, em razão das baixas taxas aplicadas sobre o diesel e das taxas relativamente mais altas para o etanol que vigoravam na época. A agenda do presidente Lula nesta quarta-feira incluiu ainda encontros com investidores suecos. No World Trade Center de Estocolmo, Lula convidou uma platéia de empresários suecos a investir no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e no setor de biocombustíveis. Lula enfatizou que nos próximos três anos e meio de seu governo será dada continuidade a um processo “que está elevando o país a patamares de alta respeitabilidade no mundo". "O Brasil durante muito tempo falava o que não fazia e fazia o que não falava. Nós queremos falar a mesma linguagem com a luz do dia, ou com a luz das estrelas." As 15h30, hora local (10h30 em Brasília), o presidente deixou a capital sueca com destino a Copenhague, na Dinamarca. |
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