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Atualizado às: 09 de setembro, 2007 - 15h47 GMT (12h47 Brasília)
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Lula faz 'política do etanol' em giro por países nórdicos

Etanol
Lula defenderá a tese de que biocombustíveis serão benéficos para emergentes em geral
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deu início neste domingo, pela Finlândia, uma visita a quatro países nórdicos com uma agenda em que negócios e política são praticamente inseparáveis.

Em cinco dias de giro pela Finlândia, Suécia, Dinamarca e Noruega, o presidente promoverá os benefícios dos biocombustíveis, como o etanol brasileiro – mas tentará convencer seus interlocutores de que os benefícios se estenderão aos países em desenvolvimento como um todo, e não apenas ao Brasil.

A mensagem já ecoa nas páginas do jornal finlandês Helsingin Sanomat, que neste domingo publicou uma reportagem especial sobre os planos do presidente Lula em relação ao etanol.

Dedicando uma página inteira e uma chamada de capa à visita, a reportagem afirmou que a defesa dos biocombustíveis é vista pelo presidente como uma forma de aliviar a pobreza nos países emergentes.

Para o jornal, ao promover o etanol, Lula quer "elevar o perfil do Brasil" no cenário internacional, e fazer do país "uma potência mundial".

A partir daí o Helsingin Sanomat amplia o tema e afirma que "nenhuma decisão pode hoje ser tomada na Organização Mundial do Comércio (OMC) sem levar em conta a posição do G20 (grupo de países emergentes liderados por Brasil e India)".

A reportagem recorda ainda que o presidente francês, Nicolas Sarkozy, já defendeu a incorporação do Brasil e de outros países emergentes ao atual G8, que reúne as sete economias mais industrializadas do mundo mais a Rússia.

Futuro

A visita do presidente Lula aos países nórdicos também poderia abrir uma porta para cooperação em outros aspectos ligados a energia renováveis, área em que existe excelência por aqui.

A Noruega, por exemplo, tem planos de neutralizar suas emissões de gás carbônico até 2050, o que significaria utilizar mecanismos do Protocolo de Kyoto para "comprar emissões" em outros países.

Já na Dinamarca, que em 2009 vai organizar uma conferência mundial sobre o clima, 20% da energia consumida provêm de fontes limpas.

Espera-se que, durante esta viagem, o presidente assine ainda acordos científico-tecnológicos que permitam a pesquisa conjunta na área.

Nos quatro países, Lula participará de seminários para "vender" o Brasil a possíveis investidores no meio empresarial.

O país acredita que pode aproveitar as oportunidades de negócios abertas pelo compromisso da União Européia de que até 2020 pelo menos 10% de todo o combustível consumido no setor de transporte seja de origem orgânica.

Finlândia, Suécia e Dinamarca são países da União Européia e a Noruega, embora não faça parte do bloco, já declarou que pretende seguir as orientações da UE em relação aos biocombustíveis, com metas até mais ambiciosas de redução global das emissões de gás carbônico.

Em julho, a comissária européia de Agricultura, Mariann Fischer Boel, estimou que a indústria européia – que produz etanol a partir de beterraba e cereais, como trigo e cevada – só teria condições de atender a parte da demanda. Entre 10% e 30% da demanda teria de ser importada.

É aí que o Brasil, como maior produtor mundial de biocombustíveis, vê oportunidades de negócio.

Se as negociações sobre energia renderem frutos, o Brasil pode testemunhar uma melhora na sua relação com os países nórdicos, que mantêm hoje, tanto no plano político como no comercial, os olhos postos sobre a Europa.

Segundo números do Itamaraty, o comércio bilateral do Brasil com os países nórdicos totalizou em 2006 U$ 3,8 bilhões - um crescimento de quase 80% desde 2003.

Ainda no ano passado, o total de investimentos nórdicos no Brasil chegava a US$ 4 bilhões.

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