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Atualizado às: 10 de setembro, 2007 - 12h49 GMT (09h49 Brasília)
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Número de mortos no Iraque diminuiu nos últimos meses

Atentado em Bagdá
Média mensal de vítimas ainda é das mais altas desde o início do conflito, em 2003
Levantamentos de diversas organizações que monitoram a violência no Iraque mostram que o número de mortos em ataques diminuiu nos últimos meses, após a chegada de cerca de 30 mil soldados americanos ao país, porém os indicadores da violência do primeiro semestre de 2007 continuam sendo altos em comparação com o mesmo período em anos anteriores.

De acordo com o centro de pesquisas Brookings Institution, que analisa a política externa dos Estados Unidos no Oriente Médio, em janeiro e fevereiro, quando a violência sectária no Iraque estava em um de seus piores momentos, foram contabilizados 4 mil e 3,6 mil civis iraquianos mortos respectivamente.

A partir de março, após o início da chegada de cerca de 30 mil soldados americanos extras ao Iraque, o número de mortos começou a cair, chegando a 2,8 mil em junho.

O relatório concluiu que o número de civis mortos em episódios de violência sectária atualmente é um terço menor do que nos meses anteriores à chegada das tropas adicionais.

“As fatalidades civis no Iraque parecem ter diminuído substancialmente mais do que relatórios anteriores do Pentágono têm indicado”, mas, a conclusão do estudo é que os números ainda são muito altos se comparados aos níveis de violência do período entre 2004 e 2005.

Mortes no contexto

A organização Iraq Body Count, que realiza uma contagem do número de civis mortos no Iraque desde o início do conflito, ressalta que a queda dos números tem de ser contextualizada.

“Os níveis de violência atingiram o ponto máximo nos últimos seis meses de 2006. Apenas se compararmos com este período, a primeira metade de 2007 pode ser considerada uma melhoria”, afirma o órgão.

“Apesar de todos os esforços empregados no aumento do número de tropas, o primeiro semestre de 2007 ainda foi o primeiro semestre mais mortal de qualquer ano desde a invasão.”

Os números citados por cada organização nesta matéria diferem uns dos outros devido às fontes de cada uma, mas todas registram queda.

De acordo com o Iraq Body Count, em janeiro 1519 civis foram mortos e em fevereiro, 1876. A partir de março, o número de vítimas fatais começou a diminuir, chegando a 930 em junho.

Um estudo do Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais, de autoria de Anthoy Cordesman, também registra uma queda no número de mortes de civis e soldados, com uma ressalva: “A contagem é tão errática que tem valor limitado e o nível atual ainda é alto”.

Segundo o relatório, 3.190 foram mortas em janeiro e 2.128 em fevereiro, enquanto que em junho o número foi de 1.539.

Ajuda dos sunitas

Cordesman cita alguns resultados positivos gerados em parte pelo aumento da quantidade de tropas, como a queda da média do número de incidentes semanais na província de Anbar de 400, entre julho de 2006 e abril de 2007, para 157, em junho.

Os ataques por mês em Fallujah também diminuíram: passavam de 100 entre março e agosto de 2006, aumentaram para 200 entre setembro de 2006 e janeiro de 2007, caíram para menos de 90 de fevereiro a março e chegaram a menos de 30 em junho.

Situações parecidas foram verificadas também em Ramadi, Rutbah, Hit e Haditha.

No entanto, segundo Cordsman, apesar de a estratégia americana de aumentar o número de tropas ter se mostrado eficaz em algumas áreas, grande parte deste progresso não fazia parte do projeto inicial da administração Bush.

“Na verdade, a ‘nova’ estratégia que o presidente Bush anunciou em janeiro de 2007 fracassou em vários aspectos de seu plano original”, afirma Cordsman.
Ele diz que apenas o aumento do número de soldados não teria sido capaz de conter as atividades da Al-Qaeda fora de Bagdá e nas redondezas da capital iraquiana.

“Sem a inesperada mudança de posição das tribos sunitas (que deixaram de lutar ao lado da Al-Qaeda e passaram a colaborar com as tropas americanas e forças iraquianas no combate ao grupo), os Estados Unidos simplesmente não teriam forças suficientes para realizar o atual nível de operações, mesmo contando com a ajuda das forças de segurança oficiais iraquianas.”

Na opinião de Cordsman, “os Estados Unidos não têm boas opções no Iraque e não podem ditar seu futuro, apenas influenciá-lo”.

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