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Atualizado às: 29 de agosto, 2007 - 10h49 GMT (07h49 Brasília)
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Ninar bebê no lado direito do colo 'é sinal de estresse extremo'
Bebês no colo
Para pesquisadores, muitas mães não admitem sofrer de estresse
Uma pesquisa realizada na Universidade de Durham, na Grã-Bretanha, indica que mães que ninam seus bebês no lado direito do colo podem estar sofrendo de estresse extremo.

O estudo, publicado na versão online da revista Journal of Child Psychology and Psychiatry, analisou 79 mães e seus bebês, estes em média com sete meses de idade.

As participantes, que foram observadas em casa, tinham de segurar as crianças no colo e embalá-las em um dos braços. Além disso, também tinham de completar um formulário com questões sobre saúde mental.

Os estudiosos perceberam que 86% das mães que não apresentavam sinais de estresse ou depressão preferiram segurar seus bebês no lado esquerdo.

Em contrapartida, 32% das que manifestaram estresse naturalmente ninaram seus bebês no lado direito.

Pesquisas anteriores já haviam indicado que a maioria das mães prefere segurar seus bebês no lado esquerdo do colo, independentemente de serem destras ou canhotas.

Impacto na relação entre mãe e filho

A coordenadora da pesquisa, Nadja Reissland, explica que a maneira pela qual as mães interagem com seus bebês é um dos melhores indicadores de seus estados mentais.

"Muitas mães não percebem que estão sofrendo de estresse ou não querem admitir", acredita.

"Para elas, tudo o que o bebê faz é encarado de forma negativa. Por exemplo, quando ele está chorando, elas podem achar que está fazendo de propósito, quando na verdade é um comportamento normal", explica.

Ainda para a pesquisadora, "este tipo de sentimento pode ter um grande impacto na relação entre mãe e filho e dentro da família como um todo".

"E se o estresse evoluir para depressão pode ser pior ainda", alerta Reissland.

Para os estudiosos, mães estressadas podem se tornar deprimidas, o que pode prejudicar o bem-estar e o desenvolvimento mental do bebê.

Pelo menos uma em cada dez mães apresentam depressão pós-natal, estimam os estudiosos.

Eles esperam que os resultados da pesquisa possam ajudar os profissionais de saúde a identificarem mulheres que necessitam de apoio para evitar que o estresse evolua para depressão.

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