|
Reforma de Chávez é aprovada em primeira votação | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O projeto de reforma da Constituição proposto pelo presidente da Venezuela, Hugo Chávez, foi aprovado nesta terça-feira pela Assembléia Nacional em sua primeira votação. Em seu projeto de reforma da Carta Magna, Chávez incluiu um artigo que permite o fim do limite para reeleição para a Presidência da República. Na prática, o presidente venezuelano poderá concorrer a novas eleições sem limite no número de candidaturas - pela lei atual, o presidente pode ser reeleito somente uma vez, com um período de seis anos para cada mandato. Nesta primeira votação, o texto foi aprovado por unanimidade. As reformas deverão passar ainda por outras duas votações na Assembléia Nacional. Depois disso, o texto da nova Constituição deverá ser ratificado em consulta popular. O projeto, que tem 33 artigos, deverá passar pela Assembléia Nacional sem problemas, já que todos os integrantes são pró-Chávez, depois que, em dezembro de 2005, em uma tentativa de deslegitimar o governo Chávez e o Conselho Nacional Eleitoral, os candidatos da oposição decidiram não participar das eleições parlamentares, retirando suas candidaturas. Questionada sobre a aprovação do texto em apenas um dia de debates, a presidente da Assembléia Nacional, Cilia Flores, disse que o projeto é "de interesse do povo". Ela afirmou que a consulta popular sobre a reforma deverá ser realizada nos primeiros dias de dezembro. Flores disse que os próximos debates sobre o projeto serão públicos e levarão em conta as posições do setor privado, das autoridades eclesiásticas e dos estudantes. Segundo a presidente da Assembléia Nacional, as mudanças propostas têm o objetivo de "complementar o que ficou faltando" na Constituição de 1999. No mesmo dia em que o projeto teve sua primeira aprovação pela Assembléia Nacional, o presidente da Assembléia Constituinte de 1999, Luis Miquilena, afirmou que há um plano de Chávez para "fraudar a Constituição". Miquilena foi ministro do Interior de Chávez mas acabou se distanciando do presidente em 2002. Segundo ele, a iniciativa de Chávez não é uma reforma, mas sim uma estratégia para se perpetuar no poder e dar sustentação jurídica a suas "reiteradas violações da Constituição". |
NOTÍCIAS RELACIONADAS Colômbia não descarta mediação de Chávez21 agosto, 2007 | BBC Report Doação de Chávez dá desconto em ônibus a pobres em Londres21 agosto, 2007 | BBC Report Morales e Correa 'também querem fim de limite de reeleição', teme oposição17 agosto, 2007 | BBC Report Oposição proporá Constituinte para tentar barrar reforma de Chávez17 agosto, 2007 | BBC Report Chávez apresenta projeto de reeleição sem limite16 agosto, 2007 | BBC Report Reeleição sem limites na Venezuela é 'experimento democrático', diz analista16 agosto, 2007 | BBC Report Chávez prepara anúncio de reforma na Constituição15 agosto, 2007 | BBC Report | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
| ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||