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Atualizado às: 17 de julho, 2007 - 17h00 GMT (14h00 Brasília)
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Em dez anos, 27% saíram da pobreza no Brasil, diz Pnud
favela
73% dos pobres estavam em pobreza crônica entre 1993 e 2003
Um relatório divulgado pelo Centro Internacional de Pobreza, instituição de pesquisa do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), afirma que 27% dos pobres das áreas urbanas do Brasil conseguiram sair da situação de pobreza em dez anos.

Os 73% restantes teriam ficado estagnados "em uma situação de pobreza crônica", afirma o estudo intitulado Distinguindo a pobreza crônica da transitória no Brasil.

A pesquisa utilizou dados da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) de 1993 a 2003 e dividiu a população urbana adulta em 180 grupos, de acordo com o ano de nascimento, sexo, cor, escolaridade e região de domicílio.

"A pobreza se tornou um fenômeno essencialmente urbano e metropolitano, em parte devido ao êxodo rural. No fim da década de 90, 78% dos pobres do Brasil estavam em áreas urbanas", diz o relatório, assinado pelos pesquisadores Rafael Perez Ribas, do Centro Internacional de Pobreza, e Ana Flávia Machado, do Centro de Desenvolvimento e Planejamento Regional da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

Pobreza crônica e transitória

O estudo estabelece as diferenças entre pobreza transitória e crônica. Para os autores, a pobreza transitória caracteriza-se essencialmente por um "problema de renda temporário", quando, por exemplo, há desemprego na família. Nesse caso, a condição de pobreza pode ser revertida em um curto período de tempo.

Já a pobreza crônica pode ser definida "por uma situação de desemprego mais duradoura, que ultrapassa dois anos".

Os pesquisadores, no entanto, afirmam que a situação de pobreza crônica no Brasil se dá pela "dependência", acima de tudo.

"Durante este período (1993-2003), constatamos que 73% da pobreza no Brasil era crônica. Esta grande proporção se deve, principalmente, a um estado de dependência, ou seja, pessoas pobres, que continuam pobres porque têm um passado pobre independentemente de suas características pessoais."

Os autores observam que entre os mais propensos à pobreza crônica estão "os não-brancos, menos escolarizados, residentes da região Nordeste e trabalhadores informais".

Por sua vez, a pobreza transitória atinge mais as mulheres que chefiam domicílios e os lares chefiados por desempregados.

De forma geral, conclui o relatório, tanto a pobreza transitória e como a crônica estão ligadas ao nível de escolaridade.

"A pobreza transitória é observada entre os indivíduos com muito pouco ou nenhum nível de escolaridade. Isso se explica porque esses grupos estão mais suscetíveis às crises do mercado de trabalho do que as que estudaram mais tempo", diz o estudo.

Para reverter a situação, os autores sugerem "aliar políticas de formação de capital humano e acesso a serviços públicos combinados com programas destinados a reduzir desigualdades na distribuição de renda das famílias".

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