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Atualizado às: 19 de março, 2007 - 16h02 GMT (13h02 Brasília)
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Mais pobres do mundo 'formam mercado de US$ 5 trilhões', diz estudo
Homem vende frango na Nigéria
Na África, 95% ganham menos de US$ 3 mil por ano
As quatro bilhões de pessoas mais pobres do mundo formam um mercado de US$ 5 trilhões, de acordo com pesquisa divulgada nesta segunda-feira por institutos privados ligados ao Banco Mundial.

O estudo, intitulado Os Próximos Quatro Bilhões, mostra a participação das pessoas da base da pirâmide econômica – aquelas que possuem renda anual inferior a US$ 3 mil (cerca de US$ 6,2 mil) de acordo com a paridade de compra local – na economia mundial.

“O relatório dá força aos pedidos de maior engajamento dos negócios com a base da pirâmide econômica, ressaltando a necessidade do setor privado de desempenhar um papel maior no desenvolvimento”, afirma Michael Klein, vice-presidente do IFC, instituto ligado ao Banco Mundial que realizou o estudo.

O maior mercado de pessoas nessa faixa de renda está na Ásia. Os 2,8 bilhões de asiáticos – ou 83% da população do continente – com renda inferior a US$ 3 mil formam uma economia que movimenta US$ 3,47 trilhões. Isso representa 42% do mercado consumidor da Ásia.

Padrões de consumo

Na América Latina, 70% da população – ou 360 milhões de pessoas – constituem 28% do mercado consumidor – ou US$ 509 bilhões.

Mercados "pobres"*
Ásia – US$ 3,47 trilhões
América Latina – US$ 509 bilhões
Leste Europeu – US$ 458 bilhões
África - US$ 429 bilhões
* pessoas com renda anual inferior a US$ 3 mil. Fonte: IFC e WRI/Banco Mundial

Na África, 95% das pessoas possuem renda abaixo de US$ 3 mil.

O estudo também mostrou que pessoas na base da pirâmide têm pequena participação em mercados consumidores como de informação e comunicação, mas constituem a maioria em outros segmentos, como alimentação.

Os quatro bilhões de pessoas mais pobres consomem US$ 2,89 trilhões em alimentos por ano.

O estudo também conseguiu identificar alguns padrões de consumo comuns em todo mundo. Na base da pirâmide, mais da metade do gasto com saúde era para consumo de remédios.

Na medida em que a renda das famílias cresce, a participação da alimentação no total dos gastos cai, perdendo bastante espaço para consumo de itens de transporte e comunicação.

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