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Relatório dos EUA sobre Iraque 'terá conclusões mistas' | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O governo americano deve apresentar nesta quinta-feira ao Congresso do país um relatório preliminar sobre a situação no Iraque, examinando o efeito das tropas adicionais enviadas à frente de batalha no início do ano. A expectativa da imprensa americana e de correspondentes estrangeiros é que o documento contenha uma avaliação "mista" do atual quadro, com pontos positivos e negativos sobre o desempenho do governo iraquiano para alcançar alguns indicadores. Tanto o jornal The New York Times quanto o Washington Post trazem nesta quinta-feira matérias afirmando que, grosso modo, a Casa Branca chegará a uma conclusão positiva sobre metade dos 18 indicadores. Mas a outra metade receberá prognósticos mais sombrios, afirmam ambos os diários. O relatório, uma versão inicial do que deve sair em setembro, pode surtir efeito sobre as discussões que vêm sendo conduzidas no Congresso americano. Partidários do governo têm demonstrado incômodo com a política do presidente George W. Bush para a guerra. O próprio Bush já advertiu que é muito cedo para avaliar os efeitos do envio de cerca de 30 mil soldados adicionais em janeiro. Na terça-feira, ele pediu que o Congresso dê mais tempo para a missão, e ameaçou vetar uma eventual resolução parlamentar que estabeleça um cronograma para a retirada. Progresso parcial O relatório deve mostrar que o governo iraquiano alcançou progresso limitado em 18 indicadores políticos e militares estabelecidos pelo Congresso no momento da aprovação dos recursos para financiar o envio das tropas. Fontes oficiais sugerem que a metade referente ao desempenho das forças de segurança iraquianas deve receber boa avaliação. Já a metade que avalia a reconciliação política deve indicar que o progresso do primeiro-ministro Nouri Maliki tem sido insuficiente. Entre os gargalos estaria a demora para aprovar uma lei que redistribua a riqueza petroleira do país, e as complicações para levar adiante a chamada política de 'des-Baathificação' – ou seja, de contenção da influência de partidários do ex-líder Saddam Hussein. Na terça-feira, Bush defendeu que o Congresso dê mais tempo às forças de ocupação, e pediu que os parlamentares esperem o relatório final a ser publicado em meados de setembro pelo chefe das forças americanas no Iraque, o general David Petraeus. O próprio general disse à BBC no início desta semana que a luta contra a insurgência iraquiana é uma "missão de longo prazo" que ainda pode levar muitos anos. |
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