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Atualizado às: 12 de julho, 2007 - 17h43 GMT (14h43 Brasília)
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Bush diz que tirar soldados do Iraque causaria 'desastre'
Bush, durante entrevista coletiva em Washington
Bush: sair agora seria 'entregar o futuro do Iraque à Al-Qaeda'
O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, disse nesta quinta-feira que retirar os soldados americanos do Iraque antes que a sua missão esteja cumprida seria um "desastre".

"Eu vou dizer por que uma redução de forças que não esteja ligada ao sucesso das nossas operações seria um desastre", afirmou Bush, em entrevista coletiva, após enviar ao Congresso um relatório preliminar sobre o progresso das operações americanas no Iraque.

Bush disse que embora a saída do Iraque seja "um objetivo compartilhado por todos os americanos", no momento "este não é o verdadeiro debate". Para o presidente americano, sair agora seria "entregar o futuro do Iraque à Al-Qaeda".

"Significaria aumentar a probabilidade de forças americanas terem de voltar em algum momento posterior para confrontar um inimigo ainda mais perigoso", afirmou.

O relatório da Casa Branca, que examina o impacto do envio de tropas adicionais ao Iraque neste ano, faz uma avaliação mista do atual quadro, com pontos positivos e negativos sobre o desempenho do governo iraquiano.

De acordo com o jornal The New York Times, o relatório conclui que o governo iraquiano alcançou progresso limitado em 8 dos 18 indicadores políticos e militares estabelecidos pelo Congresso no momento da aprovação dos recursos para financiar o envio das tropas.

Entre os índices com bom desempenho estaria a modernização das forças militares. Mas em outros oito indicadores, incluindo a preparação para eleições locais, o desempenho do governo iraquiano foi considerado insuficiente. Em duas áreas, concluiu-se que ainda não é possível fazer avaliações.

Mais tempo

Bush destacou a queda em crimes sectários em Bagdá e o maior envolvimento das forças de segurança iraquianas na proteção da capital como pontos positivos do relatório.

Por outro lado, o presidente disse que ainda há "muito trabalho a fazer" nos campos político e econômico antes que o governo assuma total responsabilidade pela segurança dos seus cidadãos.

Com esse argumento, Bush pediu para que o Congresso espere o tempo necessário e aprove a liberação de recursos necessários para que a missão seja concluída.

"Acredito que é interesse do país dar ao comandante (dos EUA no Iraque) uma chance de implementar totalmente as suas operações e eu acredito que o Congresso deve esperar o general (David) Petraeus voltar e fazer a sua avaliação da estratégia que está colocando em prática antes de tomar quaisquer decisões", afirmou Bush.

O presidente já havia dito nesta semana que considera muito cedo para avaliar os efeitos do envio de cerca de 30 mil soldados adicionais em janeiro.

Na terça-feira, ele pediu que o Congresso dê mais tempo para a missão, e ameaçou vetar uma eventual resolução parlamentar que estabeleça um cronograma para a retirada.

O relatório, uma versão inicial do que deve sair em setembro, é divulgado em meio a crescentes pressões de parlamentares, incluindo do Partido Republicano (o partido de Bush), para mudar a estratégia no Iraque e mais especificamente pela retirada das tropas americanas.

Bush disse ainda que o êxito no Iraque é vital para todo o Oriente Médio e anunciou que enviará a secretária de Estado, Condoleezza Rice, e o secretário de Defesa, Robert Gates, para a região no início de agosto.

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