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Atualizado às: 20 de junho, 2007 - 09h40 GMT (06h40 Brasília)
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FT: Brasil é 'leopardo do crescimento' encoleirado pelo Estado
 Lula
Para FT, contraste entre setores público e privado cresceu com Lula
O peso do lento Estado brasileiro, que consome 45% do Produto Interno Bruto do país, é uma das principais razões pelas quais o crescimento econômico brasileiro segue muito atrás de outros mercados emergentes, como China, Índia e Rússia, apesar de um setor privado altamente inovador, produtivo e competitivo, na avaliação de uma reportagem publicada nesta quarta-feira pelo jornal britânico Financial Times.

A reportagem, que chama o Brasil em seu título de “Leopardo do crescimento”, provavelmente em alusão aos “tigres asiáticos”, é parte de um caderno especial de seis páginas totalmente dedicado ao Brasil.

O Financial Times diz que o contraste entre os “dois Brasis”, entre “o dinâmico setor privado e o estagnado setor público”, se fortaleceu desde que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva chegou ao poder.

Para o jornal, “ao manter as políticas macroeconômicas liberais adotadas nos anos 1990 – meta de inflação, câmbio flutuante e superávits primários grandes o suficiente para abater a dívida – Lula da Silva vem governando em um período de estabilidade e avanços para os pobres sem precedentes”.

Porém, alerta a reportagem, “um sistema tributário complexo e pesado, um labirinto de burocracia regressiva, um custoso e injusto sistema de pensões para o setor público e leis trabalhistas extremamente rígidas prejudicam a eficiência econômica e restringem o crescimento a taxas muito abaixo daquelas necessárias para atender às necessidades sociais e melhorar uma infra-estrutura física deficiente”.

O jornal observa ainda que “Lula está relutante em iniciar uma reforma politicamente custosa, argumentando em novembro do ano passado que ‘o Brasil já fez todos os sacrifícios necessários’”.

‘Economia é o que importa’

Em outra reportagem do caderno especial, o Financial Times comenta que os recentes escândalos de corrupção tiveram pouco impacto político e diz que “esses eventos apenas demonstram o que todo mundo sabe: que em política, a economia é o que conta”.

Para o jornal, “a sobrevivência de Lula em uma série de escândalos de corrupção diz algo sobre os padrões baixos que os brasileiros esperam de seus políticos, mas mais sobre o duradouro poder da baixa inflação e dos programas de transferência de renda, ajudados pelo melhor ambiente econômico para o Brasil na história recente, para dar benefícios econômicos reais para os pobres”.

O caderno especial sobre o Brasil traz um total de dez reportagens, que incluem um texto sobre o bom momento vivido pela indústria cinematográfica brasileira, ilustrada com uma grande foto com cena do filme Cidade de Deus.

Outros textos incluem reportagens sobre crédito para o consumo e crédito para empresas, sobre o sucesso da Companhia Vale do Rio Doce, sobre os problemas enfrentados pelo setor agrícola, sobre o boom no setor de construção, sobre mercado de ações e sobre a situação do setor de telecomunicações após as privatizações dos anos 1990.

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