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Vilarejo britânico quer ser 'carbono zero'; assista | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Um pequeno vilarejo de apenas mil habitantes no norte da Grã-Bretanha vem ganhando a atenção de ambientalistas do mundo todo. Sem grandes projetos faraônicos e contando apenas com as iniciativas pessoais de seus moradores, Ashton Hayes pretende se tornar a primeira cidade do país considerada neutra em relação às emissões de gases que provocam o efeito estufa. A idéia é que cada morador consiga reduzir ao máximo seu consumo de energia, e conseqüentemente, de emissões de poluentes, para que em um prazo não muito remoto o vilarejo não tenha absolutamente mais nenhum impacto sobre o aquecimento global.
A tarefa é árdua. Segundo um levantamento da Universidade de Chester, que acompanha o projeto, antes de seu início os moradores de Ashton Hayes eram responsáveis por emissões de poluentes até 30% mais altas do que a média nacional. Um novo levantamento da universidade, ainda em curso, deve indicar o quanto habitantes do vilarejo já conseguiram cortar. Os esforços para atingir o objetivo incluem iniciativas como a instalação de painéis de energia solar ou turbinas para geração de energia eólica, a troca de lâmpadas por modelos de baixo consumo de energia e até mesmo esquemas de caronas para reduzir o uso de carros. Impacto São pequenas iniciativas pessoais, mas os moradores do vilarejo acreditam que, juntos, podem ter um impacto e influenciar outros a seguirem o mesmo caminho. O vereador Gary Charnock, idealizador do projeto, diz que o que os moradores de Ashton Hayes estão demonstrando que, mesmo sendo poucos, eles podem ter um impacto sobre o aquecimento se trabalharem juntos.
Enquanto governos no mundo todo relutam em se comprometer em poluir menos, muitos vêem as iniciativas da vila como uma alternativa mais viável. Para Doug Parr, diretor de políticas do Greenpeace, em Londres, o projeto de Ashton Hayes demonstra que as pessoas não precisam mais esperar que seus governos adotem políticas ou criem impostos para começar a trabalhar no combate ao aquecimento global. Os moradores da vila têm a consciência de que somente suas ações, por mais sucesso que tenham em reduzir seu consumo, não serão suficientes para conter o processo de aquecimento global. Mas as idéias lançadas em Ashton Hayes já começam a ganhar o mundo. Outras 40 cidades na Inglaterra e até mesmo em países como Austrália e Canadá já lançaram programas inspirados no do vilarejo. |
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