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Preocupação com clima cresce mais no Brasil que no mundo, diz estudo | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Os brasileiros estão em terceiro lugar entre os povos cuja preocupação com o aquecimento global mais cresceu nos últimos seis meses – a porcentagem da população que se diz preocupada com o tema mais do que triplicou no período, enquanto no mundo ela pouco mais que dobrou. De acordo com uma pesquisa publicada nesta terça-feira e realizada online pelo Instituto de Mudanças Ambientais da Universidade de Oxford, na Grã-Bretanha, e pela empresa Nielsen, em outubro de 2006, 7% dos entrevistados afirmava que as mudanças climáticas eram a sua maior ou segunda maior preocupação. Em abril deste ano, essa porcentagem saltou para 24%. No mundo, essa variação no período foi de 7% a 16%. O estudo indica que os gregos são os que apresentaram o maior aumento em relação à população na preocupação com o assunto (passando de 4% para 23%), seguidos pelos canadenses (de 13% a 31%) e Brasil (7% a 24%), Bélgica 11% a 28%), Noruega (10% a 27%) e Suíça (19% a 36%). Isso não significa, no entanto, que o Brasil seja um dos países mais preocupados com o assunto. Os mais inquietos com o aquecimento global segundo o levantamento são os suíços (36%), os franceses (32%), canadenses e australianos (ambos com 31%). Em geral, todos os 47 países pesquisados apresentaram um aumento na preocupação com o assunto. A tendência global é de um aumento expressivo. "O aquecimento global como uma das principais preocupações mais do que dobrou no mundo entre outubro de 2006 (7%) a abril de 2007 (16%), com alguns países triplicando ou quadruplicando esses números", afirmou Patrick Dodd, presidente da ACNielsen Europa. Governos O estudo também indica que 42% dos consumidores querem que os governos imponham restrições para empresas às emissões de dióxido de carbono e outros poluentes. Mais ou menos a mesma proporção acredita que os governos deveriam investir em pesquisa para descobrir soluções ambientalmente corretas e que economizem energia. A pesquisa foi publicada às vésperas da reunião do G8 (o grupo dos sete países mais ricos do mundo e a Rússia), na Alemanha, que pode discutir um acordo sobre o tema. "Com esse encontro neste momento crucial, eles (os líderes) devem estar conscientes de como a população está alarmada sobre a possibilidade de um futuro com clima instável e do consenso que existe sobre a necessidade de os governos mostrarem liderança por meio de legislação severa, pesquisa e iniciativas", disse o professor Timmons Roberts, da Universidade de Oxford. A pesquisa foi realizada com 26.486 usuários da internet em 47 países da América do Norte, Europa, Ásia e Pacífico, América Latina e Oriente Médio. |
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