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Lula quer 'aliança estratégica' com a Índia | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse neste domingo em um artigo publicado na imprensa indiana que o Brasil quer uma “aliança estratégica” com a Índia. “Ambos nossos países compartilham uma percepção convergente, inovativa e esperançosa do mundo”, assinou no jornal The Hindu o presidente, que chegou neste domingo à capital indiana para uma visita de três dias. “A Índia e o Brasil reafirmam sua confiança no multilateralismo e têm, através do diálogo democrático, assumido responsabilidades internacionais. Tendo em vista as ameaças e os desafios de temas como terrorismo, degradação ambiental e pandemia, estamos avançando propostas de maior cooperação e solidariedade”, escreveu Lula. A publicação do artigo coincide com a chegada do presidente brasileiro a Nova Délhi, que foi especialmente decorada para a ocasião. Bandeiras indianas e brasileiras ladeiam as ruas próximas aos edifícios do governo indiano. Neste domingo, o presidente deve descansar no hotel em que está hospedado. À noite, terá jantar privado com o primeiro-ministro da Índia, Manmohan Singh, na residência oficial. Em uma extensa agenda na segunda, Lula participará de uma homenagem a Mahatma Gandhi, e lançará um fórum de empresários para discutir alternativas de investimento do Brasil na Índia. À tarde, o presidente assina atos bilaterais, e recebe o prêmio Nehru, concedido pelo governo indiano a personalidades que colaboram para a aproximação dos povos. Lula janta com o presidente indiano, Abdul Kalam. Na terça-feira, no próprio hotel em que se hospeda, recebe empresários, políticos e representantes da comunidade brasileira da Índia. ‘Aliança’ Antes da chegada de Lula, a imprensa indiana chegou a especular que o Brasil gostaria de desenvolver uma “aliança exclusiva” com a Índia, supostamente em detrimento de seus laços com a China. Mas a possibilidade foi descartada pelo próprio Lula em declarações reproduzidas no jornal Sunday Times, segundo o qual a aliança não será “exclusiva”, mas “especial”. Segundo uma lista obtida pela BBC Brasil junto ao governo indiano, os dois lados assinarão acordos nas áreas espacial, econômica, cultural, educacional e alfandegária. Na área espacial, a Índia permitirá que o Brasil utilize imagens de seus satélites para monitorara o território brasileiro. Mas os acordos principais serão na área econômica e alfandegária, incluindo um entendimento entre a Petrobras e a estatal indiana de petróleo para explorar campos na Índia e na Bacia de Campos, no Rio de Janeiro. Além disso, Lula chega à Índia com uma delegação de mais de cem empresários, que criarão um fórum para identificar possíveis áreas de investimento mútuo. A iniciativa será encabeçada pelo presidente da Petrobras, Sérgio Gabrielli, pelo lado brasileiro, e o presidente do grupo Tata, o empresário Ratan Tata, pelo lado indiano. |
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