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Estudantes voltam às ruas de Caracas e fecham avenida | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Estudantes universitários voltaram nesta terça-feira a tomar as ruas de Caracas, na Venezuela, fechando vias da cidade em protesto contra o fechamento do canal de televisão RCTV, no último domingo. Uma das principais avenidas da capital venezuelana, que dá acesso ao sudeste da cidade, permanece bloqueada pelos estudantes. Os manifestantes convocaram mais protestos para as próximas horas em Caracas, o que fez surgir temores de que voltem a haver violentos confrontos com policiais. Nesta segunda-feira, até a meia-noite (hora local, 23h em Brasília), pelo menos 14 pessoas haviam ficado feridas em choques em Caracas e também nas cidades de Maracay, Valencia e Mérida. A maior manifestação ocorreu em uma praça de Caracas, onde milhares de estudantes se reuniram para ouvir discursos de artistas e jornalistas da RCTV. À tarde, a polícia dispersou o evento com bombas de gás lacrimogêneo e canhões d’água. Pró-Chávez Vários grupos estão concentrados no centro de Caracas para realizar uma passeata em apoio ao presidente Hugo Chávez e sua decisão de fechar a RCTV, a emissora privada de TV mais antiga da Venezuela.
Um desses grupos, conhecido como “universitários contra a Manipulação da Mídia”, alega que as manifestações contra o fechamento da RCTV promovem a violência com fins “desestabilizadores”. O termo ecoou a posição do Ministério do Interior venezuelano, que divulgou uma mensagem dizendo que o país está sendo alvo de um “plano desestabilizador”. A RCTV saiu do ar à meia-noite de domingo, dando lugar à TVES, uma emissora que tem patrocínio estatal. O presidente venezuelano acusa a RCTV de envolvimento em um golpe de Estado contra ele, em 2002. Desde que Chávez anunciou que não renovaria a concessão da RCTV, logo após ser reeleito, em dezembro do ano passado, a decisão provocou polêmica e protestos. Segundo Chávez, o novo canal vai refletir melhor a sua revolução socialista. Opositores, no entanto, afirmam que o presidente está limitando a liberdade de expressão no país. |
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