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Especial traça perfil genético de nove negros famosos | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A BBC Brasil lança nesta segunda-feira o especial Raízes Afro-Brasileiras, que traça o perfil genético de nove brasileiros famosos de origem africana. Celebridades como os músicos Milton Nascimento, Djavan e Sandra de Sá e a ginasta Daiane dos Santos participam do projeto, que explora a ancestralidade africana da população brasileira. O projeto é baseado em exames de DNA conduzidos pelo geneticista Sérgio Pena, professor titular de Bioquímica da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e diretor científico do Laboratório Gene, também em Belo Horizonte. Os resultados indicaram, por exemplo, que Daiane dos Santos tem a composição mais equilibrada de genes africanos, europeus e ameríndios. Uma das mais "africanas" do grupo, Sandra de Sá disse que sempre quis saber mais sobre as suas origens e que o projeto "caiu como uma luva" no momento em que ela está vivendo. "Tudo o que eu estou fazendo na minha vida é em relação à África, inclusive na música", disse Sandra. As outras personalidades que participam do projeto da BBC Brasil são a atriz Ildi Silva, o "rei do Carnaval" Neguinho da Beija-Flor, o jogador de futebol Obina, a cantora Sandra de Sá e o líder religioso Frei David Santos. A fim de obter um amplo quadro genético, foram feitos três testes baseados na análise de diferentes partes do DNA: o exame da ancestralidade paterna, o da ancestralidade materna e o da ancestralidade genômica, que permite estimar o percentual de genes africanos, europeus e ameríndios na composição de um indivíduo. Estudos históricos já revelaram que o Centro e o Oeste da África foram as regiões que mais contribuíram para o tráfico negreiro que durante três séculos trouxe milhões de africanos ao Brasil como escravos. Mas, diante da precariedade dos registros - muitos deles destruídos pela Coroa Portuguesa -, estudiosos do assunto, inclusive historiadores, têm se voltado para a genética na tentativa de conhecer melhor esse contingente que, juntamente com índios e europeus, deram origem à população brasileira. "Algumas perguntas fundamentais que os historiadores não tinham recursos para responder, através da biologia há pelo menos sugestões", afirma o historiador Manolo Florentino, coordenador do programa de Pós-Graduação em História Social da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e autor de diversos livros sobre o tráfico de escravos. Pesquisas genéticas permitem, por exemplo, descobrir onde determinadas seqüências genéticas observadas em indivíduos brasileiros são encontradas na África. |
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