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Após polêmica, ministra diz querer se 'reposicionar' | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A ministra Matilde Ribeiro, titular da Secretaria Especial de Política da Promoção da Igualdade Racial (Seppir), disse nesta quarta-feira que os excluídos lutarem pelos seus direitos "não é uma forma de racismo. É, sim, uma forma de se afirmar como cidadão". Matilde fez a declaração em uma entrevista ao Portal do PT (Partido dos Trabalhadores), em que propôs se "reposicionar" em relação às afirmações que fez em entrevista à BBC Brasil, quando disse que "não é racismo quando um negro se insurge contra um branco". "Embora eu tenha dito isso num contexto de uma resposta muito mais ampla há poucos dias, o que causou uma polêmica, vou me reposicionar: o racismo e a discriminação racial são existentes na sociedade brasileira", disse Matilde Ribeiro na entrevista ao Portal do PT. "Racismo é uma forma de manifestação existente em várias sociedades, não apenas no Brasil, e está balizado por poder. Quem tem poder econômico, político, poder de decisão, toma decisão excluindo quem não tem." "Balizado por poder" "Os que lutam para ser incluídos querem ter sua cidadania garantida e isso é um direito constitucional. Lutar pelos direitos não é uma forma de racismo. É, sim, uma forma de se afirmar como cidadão", acrescentou. A ministra ressaltou que o negro no Brasil não tem se separado do resto da sociedade e "tem atuado ao longo da história para fazer parte da vida política do país junto com os brancos". Matilde Ribeiro cita como exemplos dessa integração atividades associadas à "africanidade" do brasileiro, como a prática da capoeira e a atividade das escolas de samba, que não são associadas exclusivamente aos negros no país. "A cultura brasileira é fortemente negra, e ela está para todos", disse. "Nós temos consciência, seja a partir da política governamental ou a partir do diálogo com o movimento negro, de que o desenvolvimento das políticas expressa uma realidade dessa sociedade que tem uma diversidade muito latente, e se coloca para a vida brasileira." "E também há um convencimento histórico de que a mudança no comportamento preconceituoso de brasileiros não deve ser impulsionada pelos próprios negros e, sim, pela sociedade como um todo", completou. |
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