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Atualizado às: 17 de maio, 2007 - 10h30 GMT (07h30 Brasília)
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Iraque está à beira de colapso, diz relatório
Homem ferido em explosão (Foto: Arquivo)
Violência se deslocou para outras áreas, segundo relatório
O Iraque está diante da possibilidade de um colapso e de uma fragmentação, segundo relatório divulgado nesta quinta-feira, pela respeitada consultoria em política internacional britânica Chatham House.

O documento afirma que o governo iraquiano perdeu poder e é praticamente irrelevante em várias partes do país.

A entidade alerta que o Iraque vive hoje várias guerras civis locais - não uma guerra única, como se crê.

A Chatham House faz um apelo para que Estados Unidos e Grã-Bretanha mudem sua estratégia para lidar com o Iraque, inclusive consultando mais os vizinhos do país e tentando se aliar politicamente com o clérigo xiita Moqtada Al-Sadr, até agora tratado como inimigo.

Al-Qaeda

Esta não é a primeira vez que a organização baseada em Londres critica a maneira como americanos e britânicos estão conduzindo o conflito no Iraque.

Segundo o especialista da BBC em assuntos diplomáticos, James Robbins, este novo relatório insiste em expor abertamente a gravidade da situação no país.

Gareth Stansfield, autor do documento, argumenta que é cada vez maior a chance de o Iraque simplesmente rachar.

Segundo ele, em várias regiões do país, o governo não tem poder, e facções rivais disputam a supremacia local.

"Não existe 'uma' guerra civil no Iraque, mas sim muitas guerras civis e insurgências envolvendo várias comunidades e organizações que lutam pelo poder", diz o relatório.

Stansfield afirma ainda que, apesar de a rede Al-Qaeda ser desafiada em várias regiões, suas atividades claramente estão ganhando força.

Vizinhos

O documento da Chatham House também diz que os vizinhos do Iraque têm uma capacidade maior de influenciar a situação do que os Estados Unidos e a Grã-Bretanha.

A entidade acusa os três principais vizinhos do Iraque - Irã, Arábia Saudita e Turquia - de ter motivos para "querer que a instabilidade iraquiana continue" e de "usar vários métodos para influenciar os acontecimentos".

"Essa dura realidade precisa ser aceita para que novas estratégias consigam evitar o colapso do Iraque", afirma o relatório.

Stansfield sustenta que a estratégia de reforçar a segurança, implementada pelos Estados Unidos no início do ano, não está terminando com a violência, mas sim deslocando-a para outras regiões.

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