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Atualizado às: 09 de maio, 2007 - 12h24 GMT (09h24 Brasília)
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Morte de crianças 'cresceu 150% no Iraque', diz ONG
Criança iraquiana
Para ONG, 122 mil crianças abaixo de 5 anos morreram em 2005
Duas guerras e uma década de sanções econômicas fizeram do Iraque o país em que a mortalidade de crianças abaixo de cinco anos mais piorou no mundo, de acordo com um relatório divulgado nesta quarta-feira pela organização não-governamental Save the Children.

Entre os anos 1990 e 2005, a taxa saltou de 50 para 125 mortes em cada mil nascimentos, uma elevação de 150%, a maior entre os 60 países do ranking.

Juntas, essas 60 nações respondem por 94% das mortes de crianças com menos de cinco anos no planeta, ressaltou o relatório, feito pelo braço americano da Save the Children.

"Mesmo antes da última guerra, as mães e crianças iraquianas estavam sofrendo uma grave crise, causada por anos de repressão, conflitos e sanções externas", disse a ONG.

"Desde 2003, falta de eletricidade, água potável insuficiente, serviços de saúde em deterioração e inflação galopante pioraram as já difíceis condições de vida. Cerca de 122 mil crianças iraquianas – uma em cada oito – morreram em 2005 antes de chegar ao quinto ano de idade."

Guerras e Aids

O relatório destacou que as guerras são a principal causa de mortalidade entre as crianças menores de cinco anos de idade.

GUERRA E CRIANÇAS
(Mortos por mil nascidos, 2005)
Serra Leoa – 282
Angola – 260
Afeganistão – 257
Libéria – 235
Somália – 225
Chade – 208
Rep. Dem. Congo – 205
Iraque – 125
Fonte: ONG Save the Children

As maiores taxas são registradas em países marcados por instabilidades, como Serra Leoa, Angola, Afeganistão, Libéria, Somália, Chade e República Democrática do Congo (veja quadro ao lado).

"As guerras, a violência e a ausência de lei causam grande mal a mães e crianças, e normalmente afetam de maneira desproporcional a setores específicos da população", ressalta o relatório.

"As condições de subgrupos étnicos ou geográficos dentro de um país podem variar muito em relação à média nacional. Áreas remotas no campo e os pobres nas cidades tendem a ter acesso a menos serviços e a registrar estatísticas piores."

Entre os países onde a situação da mortalidade infantil mais piorou no mesmo período, estão ainda Botsuana e Zimbábue, este último "devastado" pela Aids, nas palavras do relatório.

Em 2005, cerca de 20 mil crianças abaixo de cinco anos morreram no Zimbábue em decorrência da síndrome, 41% do total registrado naquele ano.

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