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Morte de crianças 'cresceu 150% no Iraque', diz ONG | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Duas guerras e uma década de sanções econômicas fizeram do Iraque o país em que a mortalidade de crianças abaixo de cinco anos mais piorou no mundo, de acordo com um relatório divulgado nesta quarta-feira pela organização não-governamental Save the Children. Entre os anos 1990 e 2005, a taxa saltou de 50 para 125 mortes em cada mil nascimentos, uma elevação de 150%, a maior entre os 60 países do ranking. Juntas, essas 60 nações respondem por 94% das mortes de crianças com menos de cinco anos no planeta, ressaltou o relatório, feito pelo braço americano da Save the Children. "Mesmo antes da última guerra, as mães e crianças iraquianas estavam sofrendo uma grave crise, causada por anos de repressão, conflitos e sanções externas", disse a ONG. "Desde 2003, falta de eletricidade, água potável insuficiente, serviços de saúde em deterioração e inflação galopante pioraram as já difíceis condições de vida. Cerca de 122 mil crianças iraquianas – uma em cada oito – morreram em 2005 antes de chegar ao quinto ano de idade." Guerras e Aids O relatório destacou que as guerras são a principal causa de mortalidade entre as crianças menores de cinco anos de idade.
As maiores taxas são registradas em países marcados por instabilidades, como Serra Leoa, Angola, Afeganistão, Libéria, Somália, Chade e República Democrática do Congo (veja quadro ao lado). "As guerras, a violência e a ausência de lei causam grande mal a mães e crianças, e normalmente afetam de maneira desproporcional a setores específicos da população", ressalta o relatório. "As condições de subgrupos étnicos ou geográficos dentro de um país podem variar muito em relação à média nacional. Áreas remotas no campo e os pobres nas cidades tendem a ter acesso a menos serviços e a registrar estatísticas piores." Entre os países onde a situação da mortalidade infantil mais piorou no mesmo período, estão ainda Botsuana e Zimbábue, este último "devastado" pela Aids, nas palavras do relatório. Em 2005, cerca de 20 mil crianças abaixo de cinco anos morreram no Zimbábue em decorrência da síndrome, 41% do total registrado naquele ano. |
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