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Franceses votam em peso no segundo turno | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Há indicações de que as eleições presidenciais deste domingo na França podem ser o pleito com maior participação dos franceses das últimas décadas. O índice de comparecimento às urnas já atingiu 75,11% às 17h00 em Paris (12h00, hora de Brasília), ultrapassando o dado registrado no primeiro turno, no dia 22 de abril, nesse mesmo horário. O índice de comparecimento às urnas nesse segundo turno, no final da tarde, em Paris, já é um recorde em relação ao número de votantes nesse mesmo horário. O maior índice anterior era a das eleições presidenciais de 1974, que foi de 74,12% às 17h00. Esse número foi divulgado três horas antes do fechamento das sessões eleitorais em grandes cidades do país, indicando que a participação dos eleitores poderá novamente ser uma das mais altas da história da França desde 1965, quando começaram a ser realizadas eleições presidenciais por sufrágio universal. Os dois candidatos, o direitista Nicolas Sarkozy e a socialista Ségolène Royal, votaram por volta do meio-dia. Sarkozy, favorito nas pesquisas de opinião, votou em Neully-sur-Seine, periferia elegante da capital francesa. Segundo seus colaboradores, ele chegou ao local de votação duas horas depois do previsto porque estaria preparando a declaração que fará nesta noite. Royal votou em Melle, na região de Deux-Sèvres, onde estava sendo aguardada por cerca de 300 pessoas, que cumprimentaram a candidata e lhe entregaram flores. Segurança reforçada Um esquema especial de segurança foi montado para a ocasião. A operação reúne 20 mil policiais em todo o país. Três mil policiais foram mobilizados em Paris e arredores - o triplo de um fim-de-semana normal, mas o equivalente ao registrado em eventos especiais, como uma final de Copa do Mundo. Um helicóptero equipado com câmeras térmicas e projetores capazes de iluminar um estádio de futebol também irá sobrevoar a capital francesa e imediações nesta noite. Há uma preocupação, em parte, de uma reação adversa caso Sarkozy seja vitorioso nas urnas. A direção geral da polícia nacional diz temer a ação de pequenos grupos isolados, sobretudo de extrema-esquerda. A candidata socialista declarou na sexta-feira que a vitória de Sarkozy poderia provocar atos de violência no país, mas a polícia francesa informa que até o momento não dispõe de informações concretas sobre eventuais preparativos para confronto nos subúrbios. Nesta madrugada, 27 carros foram queimados em Paris, informa o site do jornal Le Figaro. O ocorrido é excepcional já que atos de violência desse tipo são raros na capital francesa. Mesmo durante o ápice da onda de violência nas periferias em 2005, o número de carros queimados em Paris foi pequeno em relação ao resto do país. A polícia francesa estima que poderá haver mais carros queimados na França nesta noite do que o habitualmente registrado em um fim-de-semana normal, cuja média é de 140 veículos incendiados. A segurança será reforçada em Paris sobretudo nas áreas onde os franceses se reunirão para comemorar a vitória de um dos candidatos. Se Sarkozy vencer, haverá um show com artistas na praça da Concórdia. Caso Royal seja eleita, a festa será na praça da Bastilha. A candidata socialista fará seu discurso, após a divulgação dos resultados, na Casa da América Latina, em Paris, ao lado da sede do Partido Socialista. Sarkozy fará seu discurso no Teatro Gaveau, próximo à sede do UMP. |
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