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Candidatos franceses 'empatam' em debate, dizem jornais | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Os principais jornais da França dizem nesta quinta-feira que nenhum dos dois finalistas no segundo turno das eleições presidenciais saiu perdedor do tenso debate de quarta-feira na TV. Cada um, com estratégias diferentes, teria cumprido sua missão. Mas todos colocam em evidência o fato de que a socialista Ségolène Royal foi muito mais combativa e conseguiu se impor na discussão optando por ataques contra seu rival Nicolas Sarkozy, de direita. "Musculoso", resumiu o debate em seu título o jornal Le Parisien. O diário não dá resposta à questão de quem ganhou o perdeu, e escreve que Royal optou pelas generalidades e por colocar em evidência aspectos emocionais. "Sarkozy, por sua vez, que tinha a mais a perder por ser o favorito, preferiu ressaltar seu conhecimento dos assuntos", afirma o Le Parisien. Como esperado, os jornais Libération, de esquerda, e Le Figaro, de direita, dão preferência em seus editorais, respectivamente, ao desempenho do candidato de seus respectivos campos. Para o Libération, "Nicolas Sarkozy não perdeu. Mas Ségolène Royal ganhou porque tirou as dúvidas de sua capacidade de ser presidente". Já o Le Figaro reconhece que Royal conseguiu impor seus temas e conduzir as discussões em algumas ocasiões. Mas Sarkozy, escreve o jornal, cumpriu seu objetivo de "não parecer agressivo, sobretudo diante de uma mulher, e também demonstrou maior conhecimento dos assuntos discutidos". Mesmo nível Para Jean-Paul Gourevitch, autor do livro Imagem na Política, Ségolène conseguiu se manter praticamente no mesmo nível de Sarkozy. Mas esse desempenho, diz ele, foi obtido graças a uma estratégia de evitar discussões mais aprofundadas. A socialista preferiu "passar regularmente de um tema a outro para insistir na coerência geral de seu projeto", diz ele em entrevista ao Le Figaro. Georges Chetochine, especialista em comportamento, afirmou ao Le Parisien que Ségolène "conseguiu hipnotizar Sarkozy" e conduziu a primeira parte do debate "como uma campeã de tênis, sacando aces". Mas depois, diz ele, a candidata perdeu o controle com seu nervosismo e agressividade e não foi capaz de responder a questões precisas. Para o especialista, Sarkozy saiu vitorioso, apesar do excelente início da candidata socialista nas discussões. Um dos momentos de maior tensão do debate ocorreu durante uma discussão sobre a escolarização de crianças portadoras de deficiência. Ségolène se irritou bastante e acusou Sarkozy, durante vários minutos, apontando o dedo ao candidato, de "imoralidade política". O candidato da direita disse que Ségolène estava muito nervosa e que para ser presidente da República é preciso "ser calmo". A questão agora é saber se Ségolène, em desvantagem de quatro a sete pontos nas pesquisas, conseguirá conquistar os cerca de 19% de eleitores ainda indecisos, sobretudo os centristas que votaram em François Bayrou, terceiro colocado no primeiro turno. Para alguns analistas, não deve haver uma grande mudança a favor de Ségolène Royal, apesar de a candidata não ter se mostrado intimidada por Sarkozy. |
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