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Inteligência britânica é acusada de mentir após ataques de 7/7 | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Um grupo de parlamentares da Grã-Bretanha vai avaliar a conduta do serviço de inteligência do país, MI5, sob fogo cruzado depois de vir a público que os investigadores já conheciam dois homens que, em 7 de julho de 2005, explodiram bombas no sistema de transporte da capital britânica. Mohammad Sidique Khan, o líder dos ataques suicidas, e seu colega Shehzad Tanweer foram seguidos em 2004, quando o MI5 investigava um plano de explodir uma bomba de fertilizantes contra alvos que incluíam um shopping center e uma discoteca. Por este plano, desvendado a tempo, cinco pessoas foram condenadas a penas de prisão perpétua, na segunda-feira. Mas o Comitê para Inteligência e Segurança (ICS, sigla em inglês) quer saber por que Khan e Tanweer não foram "identificados e listados" pelo MI5 antes dos atentados de 7 de julho. Os dois foram vistos em meados de 2004 – 15 meses antes que, junto com dois outros militantes, explodissem bombas em três vagões do metrô e um ônibus em Londres. Evidências revelam que o MI5 fotografou Khan quando ele se encontrou com outros extremistas, seguiu-o até sua casa, sabia seu sobrenome e tinha conhecimento de que ele possuía um carro. Depois dos ataques, o MI5 disse à população e aos políticos que Khan e seu grupo não tinham registro prévio de ligações com "terroristas". Fogo cruzado O ministro do Interior, John Reid, rejeitou a idéia de abertura de um inquérito sobre os atentados, dizendo que isso não seria "a resposta correta". "Isso desviaria as energias e os esforços de tantos policiais e agentes de segurança que já estão bastante sobrecarregados em combater a ameaça atual", ele declarou.
"Nossa responsabilidade como governo é tentar reduzir as chances de que qualquer outro grupo de famílias tenha que sofrer o que os familiares das vítimas dos atentados de 7 de julho sofreram." Mas o líder do opositor Partido Liberal Democrata, Menzies Campbell, argumentou: "A informação revelada nesse julgamento vai gerar preocupações públicas generalizadas e um debate sobre as capacidades operacionais dos serviços de segurança e da confiabilidade das informações do governo após os atentados de 7 de julho". O deputado David Davis, do Partido Conservador, também criticou o MI5: "Deliberadamente ou não, o governo não contou à opinião pública britânica toda a verdade sobre as circunstâncias e erros que levaram aos ataques de 7 de julho". Rachel North, sobrevivente da explosão a um trem na linha Picadilly do metrô, disse que ficou chocada e horrorizada quando soube da falha de inteligência. "Agora que nós descobrimos que estes homens estavam bem no radar do serviço de segurança e poderiam ter sido impedidos (de realizar os ataques de 7 de julho), vai ser difícil aceitar", afirmou. "Isto alimentou meu desejo de um inquérito independente, porque parece que nós não fomos informados da verdade sobre o que aconteceu, e do que se sabia dos autores do atentado antes de 7 de julho." | NOTÍCIAS RELACIONADAS Grã-Bretanha condena cinco por planos de atentados30 abril, 2007 | BBC Report Polícia 'achou vídeos de suicidas' no caso de complô19 de agosto, 2006 | Notícias Paquistão é vital contra terror, diz Musharraf30 de setembro, 2006 | Notícias Polícia prende três em conexão com atentados em Londres22 de março, 2007 | Notícias Relatório critica falta de recursos contra atentados11 de maio, 2006 | Notícias Homens-bomba 'ensaiaram' ataque em Londres20 de setembro, 2005 | Notícias Polícia britânica revela nomes de dois suspeitos25 de julho, 2005 | Notícias Suspeitos dos dois ataques em Londres teriam viajado juntos24 de julho, 2005 | Notícias | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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