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Atualizado às: 24 de abril, 2007 - 14h50 GMT (11h50 Brasília)
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Oposição pede protestos contra 'fraude' na Nigéria
Eleições nigerianas
Observadores internacionais dizem que governo não terá legitimidade
A aliança de oposição na Nigéria disse que o eleitorado deve resistir à "fraude generalizada" nas eleições do último sábado.

"Nós vimos revoluções em todo o mundo, da Ucrânia às Filipinas. Nós precisamos reproduzir isso", disse Pat Utomi, representando 25 partidos.

O presidente Olusegun Obasanjo, em fim de mandato, admitiu que houve falhas nas eleições, mas disse que elas não deveriam ser realizadas de novo.

O candidato do partido de situação, Umaru Yar'Adua, teve uma vitória esmagadora, de acordo com resultados oficiais.

Yar'Adua recebeu 24,6 milhões de votos, contra 6,6 milhões para seu rival mais próximo, Muhammadu Buhari e 2,6 milhões para o vice-presidente, que se tornou o candidato da oposição, Atiku Abubakar.

A polícia ficou em estado de alerta quando os resultados foram anunciados na capital, Abuja.

Milhares de partidários da oposição protestaram nas ruas da maior cidade do norte do país, Kano, mas logo foram dispersados pela polícia, que usou gás lacrimogênio.

'Sem legitimidade'

Observadores da União Européia dizem que as eleições foram uma "farsa" e qualquer governo que resultar delas não terá legitimidade.

Um jornal nigeriano disse nesta terça-feira que o país se tornou alvo de chacota.

"Este não é o tipo de Nigéria que sonhamos", disse o diário independente The Nation. A União Européia disse que pelo menos 200 pessoas morreram desde que a campanha eleitoral começou.

O candidato da oposição Muhammadu Buhari disse que não acha que Yar'Adua deva ser empossado na data prevista, 29 de maio, mas não deu detalhes sobre como isto poderia ser impedido.

"Você tem que ser paciente e ver se vai acontecer no dia 29 do mês que vem, mas eu duvido muito", afirmou.

Esta deveria ser a primeira vez que a nação mais populosa da África substitui um chefe de Estado civil eleito democraticamente por outro.

'Criminosos'

O presidente Obasanjo defendeu a organização do pleito.

"Nenhuma eleição no mundo será encarada como perfeita (...) Você não pode usar os padrões europeus para julgar a situação em um país em desenvolvimento", afirmou.

O maior grupo de monitoramento de eleições da Nigéria disse que o pleito presidencial foi tão falho que deveria ser anulado e realizado novamente.

"Em muitas partes do país, as eleições não começaram no horário ou não começaram nunca", disse o diretor do Transition Monitoring Group, Innocent Chukwuma.

Um dos eleitores, Donaman Atezan, de 25 anos, disse à BBC que o material de votação foi entregue em sua sessão eleitoral quando a maior parte das pessoas já havia ido para casa.

"Os criminosos puderam então votar sem ter ninguém por perto e cada um deles votou repetidamente pelo partido governista até acabarem as cédulas", disse ele.

Atezan disse ter tentado votar no candidato de oposição, mas afirmou ter tido a cédula arrancada de suas mãos.

Além de escolherem o novo presidente do país, os nigerianos também votaram em candidatos para o Congresso Nacional e o Senado no último sábado.

O índice de comparecimento às urnas foi de cerca de 58%.

Cartazes de candidato na NigériaÁfrica
Em meio à violência, nigerianos votam em eleição histórica.
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