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Uruguai elogia 'medidas concretas' do Brasil | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O presidente do Uruguai, Tabaré Vázquez, disse nesta segunda-feira que suas reivindicações sobre as assimetrias entre as economias do Mercosul estão sendo atendidas com “medidas concretas” por parte do governo brasileiro. Vázquez recebeu o presidente Luiz Inácio Lula da Silva na casa de campo presidencial de Anchorena, na cidade de Colônia, no Uruguai. “Nesta visita do presidente do Brasil e de sua delegação, reconhecemos que os pedidos que havíamos feito na reunião da Cúpula do Mercosul encontraram amplíssimo eco do governo do Brasil, como sabíamos que encontraríamos.” No mês passado, o Uruguai fez duras críticas ao tratamento que vinha recebendo no Mercosul. Além disso, assinou um acordo marco com os Estados Unidos, levantando dúvidas entre os sócios sobre sua permanência no bloco do Conesul. O Acordo Marco sobre Comércio e Investimentos (sigla TIFA, em inglês) estabelece um mecanismo de consultas entre os dois países para estudar formas de melhorar suas relações. Em alguns casos, o TIFA pode ajudar a gerar um Tratado de Livre Comércio (TLC). O governo brasileiro insiste que acordos com países fora do bloco podem ser firmados por membros do Mercosul, desde que respeitem as normas do bloco. Valores Brasil e Uruguai assinaram cinco acordos nesta segunda-feira com promessas de investimentos brasileiros nas áreas de indústria têxtil, autopeças, biocombustíveis, mineração, energia, restauração e construção de pontes entre os países, entre outros assuntos. O total dos valores a serem investidos pelo Brasil no Uruguai não foram revelados, mas incluem US$ 130 milhões para instalação de uma fábrica de cimento brasileira no país, investimentos da Petrobras na produção de biocombustíveis e financiamentos do BNDES a serem coordenados pelo BROU (Banco da República Oriental do Uruguai). Além dos investimentos, o Brasil se comprometeu a trabalhar na flexibilização das normas do Mercosul, para permitir que economias menores possam buscar vantagens fora do bloco. “Política internacional é uma via de duas mãos. É preciso que a gente venda, mas também é preciso que a gente compre”, disse Lula. Uma das principais reclamações do Uruguai é sobre a balança comercial deficitária que mantém com o Mercosul. Para o ministro Celso Amorim, “pela primeira vez, os problemas do Mercosul estão caminhando do geral para o específico, e não o contrário”. "Justiça" Vázquez elogiou as ofertas feitas pelo Brasil e disse que nos processos de integração entre países grandes, as assimetrias precisam ser cuidadas “não por dádiva, não por caridade, mas sim por justiça”. “Nesta visita, recebemos a melhor resposta para esse pedido e respostas concretas à necessidade de trabalhar de forma complementar”, disse. O ministro da Economia do Uruguai, Danilo Astori – um dos principais críticos no governo de Vázquez do Mercosul e apoiador do aprofundamento das relações do país com os Estados Unidos – reconheceu que o país deve respeitar as regras do Mercosul ao buscar acordos com outros países, como os Estados Unidos. No entanto, não deixou de fazer críticas ao governo brasileiro. Perguntado se a evolução das relações comerciais de Montevidéu com Washington não ia contra os princípios do Mercosul, ele respondeu: “os incentivos dados (pelo governo brasileiro) na Zona Franca de Manaus também vão de encontro ao Mercosul”. |
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