|
Brasil e Bolívia fecham acordo sobre gás | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O assessor da Presidência para Assuntos Internacionais, Marco Aurélio Garcia, confirmou nesta quarta-feira à noite que houve um acordo entre Brasil e Bolívia a respeito do gás importado pela Petrobras. Ele não detalhou se o acordo envolve o aumento de preço reivindicado pelo governo boliviano. “Nós estamos satisfeitos, tanto os bolivianos quanto os brasileiros”, afirmou Garcia à imprensa, numa entrevista improvisada, às 22h30. “Conseguimos uma fórmula técnica que consagra o respeito aos contratos”, disse ele. A Petrobras paga US$ 4,30 por BTU (unidade de medida térmica), e o governo boliviano tem dito que gostaria de receber um “preço justo”, citando o preço de US$ 5,00 pago pela Argentina. Garcia disse que a “excelente fórmula” encontrada pelos negociadores atende aos interesses dos dois países e cria um espaço de cooperação entre Brasil e Bolívia, inclusive para investimentos futuros. A Petrobras tem investimentos planejados na Bolívia, que ficaram congelados a partir da nacionalização do setor de hidrocarbonetos anunciada no ano passado. Detalhes Os detalhes do acordo, segundo Garcia, serão divulgados nesta quinta-feira de manhã, numa cerimônia com a presença dos presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Evo Morales e ministros dos dois países. O acordo já foi totalmente fechado, segundo Garcia, e só não foi divulgado nesta quinta-feira, como previsto, porque as reuniões terminaram muito tarde e o assunto não teria o espaço desejado pelo governo na imprensa. “Conhecemos as regras da mídia, e não teríamos a repercussão nos jornais que gostaríamos de ter”, afirmou Garcia. O assessor da Presidência reconheceu que houve uma negociação política sobre o gás, contrariando declarações anteriores do governo brasileiro de que o assunto deveria ser negociado de maneira técnica entre a Petrobras e a YPFB, a estatal boliviana de hidrocarbonetos. “Quem disse que não haveria negociação política. Se não houvesse não teríamos feito esta reunião”, respondeu. Cuiabá O que já ficou definido nas reuniões desta quinta-feira é o aumento do preço do gás importado da Bolívia pela termoelétrica de Cuiabá, que passou de US$ 1,09 por BTU (unidade de medida térmica) para US$ 4,20 por BTU. Este contrato é com empresas privadas e não passa pela Petrobras. Além dos acordos sobre gás, Brasil e Bolívia vão assinar nesta quinta-feira vários outros acordos de cooperação. Morales veio a Brasília acompanhado de seis ministros e o presidente da YPFB, além de vários vice-ministros e assessores. A visita deveria ser de apenas um dia, mas vai se prolongar até o dia seguinte. |
NOTÍCIAS RELACIONADAS Bolívia aumenta preço do gás para termoelétrica de Cuiabá14 fevereiro, 2007 | BBC Report Brasil aceita mudar preço do gás da Bolívia em Cuiabá14 fevereiro, 2007 | BBC Report Preço do gás da Bolivia não mudará, diz Petrobras13 fevereiro, 2007 | BBC Report Morales ameaça cancelar visita ao Brasil12 fevereiro, 2007 | BBC Report Morales nacionaliza metalúrgica de grupo suíço09 de fevereiro, 2007 | Notícias Mineiros bolivianos chegam a acordo com Morales08 fevereiro, 2007 | BBC Report Manifestantes invadem instalações da Shell na Bolívia03 de fevereiro, 2007 | Notícias Novo presidente de estatal petrolífera assume na Bolívia30 de janeiro, 2007 | Notícias LINKS EXTERNOS A BBC não se responsabiliza pelo conteúdo dos links externos indicados. | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
| ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||