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Atualizado às: 09 de fevereiro, 2007 - 09h25 GMT (07h25 Brasília)
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Estudo liga gene da inteligência à esquizofrenia
DNA
Um estudo feito por pesquisadores americanos mostrou que a inteligência e a esquizofrenia podem estar ligadas por um gene que aumenta a habilidade do cérebro de pensar.

O trabalho, desenvolvido no Instituto Nacional para Saúde Mental dos Estados Unidos, em Bethesda, no Estado de Maryland, indica que a esquizofrenia, condição psicótica que afeta cerca de 60 milhões de pessoas no mundo, pode ser o risco que determinadas pessoas têm de correr pelo desenvolvimento extraordinário de capacidades intelectuais.

A pesquisa, publicada no Journal of Clinical Investigation, sugere que alguns dos fatores genéticos que envolvem as capacidades cognitivas podem apresentar problemas, deixando uma parcela dos indivíduos com maior chance de ter problemas mentais.

Os pesquisadores examinaram uma variação comum de um gene, o DARPP-32, que faz com que a região do cérebro responsável pelo raciocínio mais sofisticado seja mais eficiente, melhorando o processo de transmissão de informações.

Contudo, o gene também foi ligado à funções cerebrais registradas em pacientes com esquizofrenia. Uma investigação em 257 famílias com histórico de esquizofrenia mostrou que o gene é bastante comum entre pessoas com a doença.

O gene amplia a capacidade de processamento de informação e, quando o cérebro funciona normalmente, o indivíduo ganha flexibilidade para pensar e um melhor desempenho da memória.

Entretanto, outros genes e as condições de vida do indivíduo podem fazer com que o cérebro encontre dificuldades para gerenciar esse ganho, ocasionando um efeito colateral. “Seria o equivalente neurológico de uma mega-rodovia terminando num beco sem saída”, comparou o pesquisador Daniel Weinberger, em entrevista ao jornal britânico The Times.

A esquizofrenia é uma condição que pode causar alucinações e delírios e que em casos muito graves por fazer com que o paciente se torne incapaz de interagir socialmente com outras pessoas. Estima-se que cerca de 1% da população do mundo tenha sintomas da doença.

Na história, há vários exemplos de nomes famosos que foram diagnosticados como esquizofrênicos, como o matemático John Forbes Nash (retratado no filme Uma Mente Brilhante), o músico Syd Barrett, ex-guitarrista do grupo Pink Floyd, o escritor americano Jack Kerouac e o poeta e dramaturgo francês Antonin Artaud.

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