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Atualizado às: 22 de janeiro, 2007 - 11h01 GMT (09h01 Brasília)
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Cientistas descobrem parte 'altruísta' do cérebro
Cérebro humano
A região cerebral estudada tinha mais atividade entre altruístas
Cientistas disseram ter encontrado a parte do cérebro que determina se uma pessoa será mais egoísta ou altruísta.

O altruísmo – tendência a ajudar os outros sem uma óbvia vantagem para si mesmo – parece estar ligado à uma área do cérebro chamada sulco temporal.

Usando eletroencefalogramas, os pesquisadores americanos estabeleceram uma relação entre essa região do cérebro ao comportamento abnegado que alguns indivíduos têm.

O estudo do Centro Médico da Universidade Duke, realizado em 45 voluntários, foi publicado na Nature Neuroscience.

Tendências

Os participantes do estudo foram questionados sobre a freqüencia de seu engajamento em tarefas beneficentes, como trabalhar para uma instituição de caridade. Depois, precisavam jogar um videogame criado para avaliar o grau de altruísmo do usuário.

Os videogames em questão rendiam prêmios em dinheiro para eles ou para uma instituição de caridade, que eles previamente tinham escolhido em uma lista.

As reações dos voluntários foram diferentes, conforme o resultado do jogo determinava quem ganharia o “prêmio” – os próprios voluntários ou a instituição.

Aqueles que se descreveram como sendo “altruístas” tinham respostas mais fortes no sulco temporal - o que poderia indicar a tendência para um comportamento altruísta.

Os cientistas agora estão explorando modos de estudar o desenvolvimento dessa região do cérebro no início da vida do indivíduo. Eles acreditam que essa informação possa ajudar a explicar como as tendências altruístas são estabelecidas.

O pesquisador Scott Huettel explicou que “mesmo que a compreensão da função cerebral não identifique necessariamente o que faz com que alguém aja como a Madre Teresa, pode dar pistas sobre as origens de comportamentos sociais importantes como o altruísmo”.

Diferenças

George Fieldman, membro da Sociedade Britânica de Psicologia, disse que é possível que uma região do cérebro seja ligada com um comportamento como o altruísta.

“Educar a ser altruísta a partir da infância pode ser bom para a comunidade, e se você também puder mostrar que isso tem impacto no desenvolvimento do cérebro, isso pode ser interessante”, adicionou, ainda que, segundo ele, o altruísmo verdadeiro é uma coisa rara e intangível.

Ele disse que seria interessante estudar pessoas com comportamentos extremos de altruísmo e egoísmo e ver as diferenças.

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